Cidade/UF – A NFL está monitorando de perto o avanço das tecnologias de voos supersônicos, vislumbrando a possibilidade de estabelecer equipes em solo europeu. A inovação, com potencial para reduzir drasticamente o tempo de viagem entre os Estados Unidos e a Europa, reacende a esperança de uma expansão internacional da liga, permitindo que jogadores e equipes se desloquem com maior facilidade. A tecnologia, que promete um retorno ao mercado comercial já em 2029, é vista como um facilitador crucial para a concretização desse ambicioso projeto.
O renascimento dos voos supersônicos
O interesse da NFL surge em um momento de renovado entusiasmo em torno dos voos supersônicos, impulsionado pelo desenvolvimento de novas tecnologias e aeronaves. A aposentadoria do Concorde, há quase 25 anos, deixou uma lacuna no mercado de viagens de alta velocidade, mas o avanço tecnológico reacendeu o sonho de encurtar distâncias e facilitar a conexão entre diferentes continentes. Vale lembrar que o Concorde possibilitou feitos notáveis, como o do cantor Phil Collins, que conseguiu se apresentar em Londres e na Filadélfia no mesmo dia durante o evento beneficente Live Aid, graças à rapidez da aeronave.
Segundo Andrew Beaton, do Wall Street Journal, embora a NFL não possua “planos firmes” para a criação de equipes europeias, a liga tem acompanhado atentamente o progresso dos voos comerciais supersônicos. A discussão sobre o tema ganhou força dentro da NFL em junho de 2024. Contudo, a internacionalização da liga enfrenta desafios consideráveis, como as complexidades tributárias, as flutuações cambiais, a instabilidade política em alguns países e a necessidade de convencer os jogadores a se distanciarem de suas famílias durante longos períodos ou a se mudarem para fora dos Estados Unidos.
Desafios e Oportunidades
Outro ponto a ser considerado é a capacidade limitada das novas aeronaves. O Overture, da Boom Supersonic, por exemplo, tem capacidade para transportar entre 60 e 80 passageiros. A NFL já promove partidas em diversos países, almejando alcançar 16 jogos internacionais anualmente. Contudo, para realmente globalizar o futebol americano, a internacionalização das próprias equipes se mostra a estratégia mais eficaz. O Comissário da NFL já expressou a possibilidade de criar uma divisão europeia com quatro times. O cenário mais provável envolveria duas equipes sediadas em Londres e outras duas em outros países europeus, como Alemanha, Espanha ou França. A viabilidade de voos supersônicos é crucial para essa expansão.
O que vem por aí
A NFL continua a monitorar de perto os avanços na tecnologia de voos supersônicos, avaliando o potencial impacto na internacionalização da liga. A possibilidade de reduzir o tempo de viagem entre os Estados Unidos e a Europa representa um avanço significativo, mas a liga também está atenta aos desafios logísticos, financeiros e culturais que acompanham a expansão para novos mercados. O futuro do futebol americano na Europa depende, em grande parte, da capacidade de superar esses obstáculos e de criar um modelo sustentável e atraente para jogadores, equipes e fãs.
Para mais informações, continue conectado no Portal Conectados.







