São Paulo/SP – Três parlamentares federais, Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e Bosco Costa (PL-SE), enfrentam um julgamento crucial no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeitas de envolvimento em um esquema de desvio de emendas parlamentares, marcando um momento decisivo na investigação do chamado “orçamento secreto”. O ministro Cristiano Zanin solicitou ao ministro Flávio Dino a marcação do julgamento, que promete trazer à tona detalhes comprometedores sobre o caso.
A Propina e as Emendas: Entenda o Esquema
A denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) aponta que os parlamentares integravam uma organização criminosa e teriam solicitado R$ 1,67 milhão em propina ao então prefeito de São José do Ribamar (MA), Eudes Sampaio, entre janeiro e agosto de 2020. A promessa era que, em troca do pagamento da propina, o município receberia R$ 6,67 milhões em emendas de saúde indicadas pelos próprios parlamentares. Essa dinâmica configura, segundo a acusação, um grave esquema de corrupção passiva.
As investigações da Polícia Federal (PF), conduzidas por meio da “Operação Ágio Final”, revelaram que o líder da organização e coordenador das emendas seria o deputado federal Josimar Maranhãozinho. Ele também é apontado como o responsável por repassar pagamentos aos demais envolvidos no esquema. Além disso, o suplente Bosco Costa teria utilizado contas de familiares, incluindo as de sua esposa e filho, para movimentar valores relacionados às operações ilícitas, buscando ocultar a origem e o destino dos recursos desviados.
A Coação aos Prefeitos
Um dos aspectos mais alarmantes da investigação é a alegação de que o grupo criminoso ameaçava prefeitos, indicando que os parlamentares ficavam “coagidos” a fugir caso houvesse resistência ao pagamento da propina. Diálogos interceptados entre Pastor Gil e Josimar Maranhãozinho reforçam essa narrativa, revelando a pressão exercida sobre os gestores municipais para que aderissem ao esquema corrupto. Em novembro, a PGR pediu a condenação dos réus e a perda dos mandatos dos envolvidos, sublinhando a gravidade das acusações.
O que vem por aí
O desfecho desse julgamento no STF poderá ter um impacto significativo na política nacional, reforçando a importância da transparência e da fiscalização no uso das emendas parlamentares. A decisão da Corte poderá influenciar futuras investigações e processos relacionados a desvios de recursos públicos, estabelecendo um precedente importante para a responsabilização de agentes políticos envolvidos em corrupção.
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