Brasil Diminui Dependência Externa de derivados de petróleo

Brasília/DF – O Ministério de Minas e Energia (MME) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) apresentaram, nesta sexta-feira, um estudo detalhado sobre o futuro do abastecimento de derivados de petróleo no Brasil. O Caderno de Abastecimento de Derivados de Petróleo, integrante do Plano Decenal de Expansão de Energia 2035, projeta uma significativa redução na dependência do país em relação às importações desses produtos nos próximos dez anos. A iniciativa visa fortalecer a autossuficiência energética nacional e impulsionar o crescimento econômico através da expansão do refino e do uso de combustíveis renováveis.

Refino Nacional em Expansão

O estudo da EPE aponta que a ampliação da capacidade de refino no Brasil será um fator crucial para a diminuição da dependência externa. Estima-se um aumento de 10% na capacidade de refino entre 2025 e 2035, impulsionado pela conclusão de projetos estratégicos como o 2º trem da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), o Complexo de Energias Boaventura e a implementação de novas unidades de destilação e hidrotratamento de diesel. Vale destacar que esses investimentos não apenas aumentarão a produção interna, mas também contribuirão para a modernização e a eficiência do setor.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, enfatizou a importância estratégica do avanço do refino para o país. Em nota, o ministro afirmou que “estamos ampliando a capacidade do país para reduzir de forma consistente a dependência externa. Isso combina autossuficiência, geração de empregos e mais segurança energética”. Além disso, o estudo detalha que, mesmo com o aumento da produção nacional, o Brasil ainda necessitará importar alguns derivados, especialmente óleo diesel e nafta, embora a dependência desses produtos deva diminuir consideravelmente.

Impacto no Balanço Energético

O balanço energético apresentado no estudo revela que o Brasil deverá se tornar um importante exportador de petróleo, com uma previsão de exportação de 2,7 milhões de barris por dia em 2035. Esse aumento nas exportações fortalecerá o papel do país no mercado global de energia. Além disso, o estudo também projeta uma queda na dependência de nafta, de 59% para 29%, e uma redução na necessidade de importações de querosene de aviação (QAV), de 18% para 4%, impulsionada pelo maior uso de Combustível Sustentável de Aviação (SAF).

O que vem por aí

O Caderno de Abastecimento de Derivados de Petróleo sinaliza um futuro promissor para o setor energético brasileiro, com a possibilidade de alcançar superávit na produção de GLP (gás de cozinha) até o final da década e a manutenção de excedentes na produção de óleo combustível. Os próximos passos incluem a implementação das políticas e investimentos necessários para garantir o cumprimento das metas estabelecidas no plano decenal, com foco na sustentabilidade e na segurança energética.

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