Brasília/DF – O indicado do presidente Lula para o Supremo Tribunal Federal, Jorge Messias, enfrenta o desafio de angariar mais três votos na Comissão de Constituição e Justiça do Senado para garantir sua aprovação. A nomeação de Messias representa um momento crucial para o governo, que busca consolidar sua influência no judiciário e garantir a defesa de suas pautas no mais alto tribunal do país.
A corrida pelos votos na CCJ
Atualmente, Jorge Messias conta com 11 votos assegurados na CCJ, conforme levantamento realizado pelo Poder360. No entanto, a aprovação requer o apoio de pelo menos 14 dos 27 senadores que compõem a comissão. Sete senadores já se declararam contrários à indicação, enquanto três optaram por não revelar suas intenções e seis preferiram não antecipar suas posições. A votação secreta adiciona um elemento de incerteza, tornando a articulação política ainda mais crucial para o sucesso da indicação.
Apesar do cenário desafiador, há sinais que indicam uma possível virada a favor de Messias. Senadores como Renan Calheiros (MDB-AL) e Cid Gomes (PSB-CE), que frequentemente alinham seus votos com o governo, ainda não manifestaram suas posições. Caso ambos decidam apoiar a indicação, Messias chegaria a 13 votos, necessitando de apenas mais um apoio para obter a aprovação na CCJ. Vale destacar que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), agendou a sabatina de Messias para 10 de dezembro, em uma estratégia vista como uma tentativa de limitar o tempo de articulação do governo.
A estratégia do governo e a insatisfação de Alcolumbre
O governo Lula busca adiar a sabatina, visando ganhar mais tempo para fortalecer o apoio a Messias. Alcolumbre, por sua vez, demonstra insatisfação por não ter tido seu nome preferido, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), escolhido para a vaga no STF, e tem utilizado de manobras para dificultar o processo de aprovação. A disputa em torno da indicação de Messias evidencia as tensões e os jogos de poder no cenário político brasileiro.
O que vem por aí
Caso seja aprovado na CCJ, Jorge Messias enfrentará um desafio ainda maior no plenário do Senado, onde precisará do apoio de pelo menos 41 dos 81 senadores. Atualmente, a base governista soma cerca de 30 votos, o que significa que o governo precisará buscar o apoio de senadores de outros partidos para garantir a aprovação. Messias tem se dedicado a conversas com senadores, buscando apresentar suas qualificações e defender sua indicação.
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