Cidade/UF: Porto Alegre/RS – O Partido dos Trabalhadores (PT) oficializou a pré-candidatura do deputado federal Paulo Pimenta ao Senado pelo Rio Grande do Sul em um evento realizado neste sábado, na capital gaúcha. A iniciativa marca o pontapé inicial da articulação petista visando as eleições de 2026, com o objetivo de conquistar uma das vagas destinadas ao estado no Senado Federal. Além do lançamento, o evento serviu como palco para o aceno à ex-deputada Manuela D’Ávila, recém filiada ao PSOL, visando uma possível aliança.
União Contra a Extrema-Direita: O Discurso de Pimenta
Em seu discurso, Paulo Pimenta enfatizou que o maior desafio para o próximo período será a união das forças de esquerda, buscando impedir que o Rio Grande do Sul “caia nas mãos do fascismo e da extrema-direita”. O deputado federal argumentou que o Senado Federal se configurará como um espaço crucial para o debate e a disputa política em nível nacional, exigindo uma representação forte e alinhada com os valores progressistas. A retórica de Pimenta sinaliza uma estratégia de polarização com o campo conservador, buscando mobilizar o eleitorado de esquerda em torno de sua candidatura.
A cerimônia de lançamento da pré-candidatura de Pimenta contou com a presença de Manuela d’Ávila, que recentemente deixou o PCdoB e teve sua própria pré-candidatura ao Senado anunciada pelo PSOL. Pimenta estendeu um “abraço especial” à ex-deputada, expressando sua convicção de que ambos serão capazes de conduzir uma campanha que “apaixone o Rio Grande do Sul”. O gesto demonstra uma tentativa de construir uma frente ampla de esquerda no estado, unindo diferentes forças políticas em torno de um objetivo comum: eleger representantes comprometidos com a agenda progressista para o Senado.
A Vingança nas Urnas: Retomando o Histórico Eleitoral
O deputado Paulo Pimenta resgatou o histórico das últimas eleições para o Senado, nas quais a esquerda não obteve sucesso no Rio Grande do Sul. Ele afirmou que a esquerda pretende “se vingar” ao eleger representantes do estado após as derrotas em ciclos eleitorais anteriores. A declaração demonstra o desejo de superação das dificuldades enfrentadas pela esquerda gaúcha nas últimas eleições e a determinação de conquistar as vagas no Senado como forma de fortalecer a representação do campo progressista no estado e no país. A promessa de eleger “um senador e uma senadora” indica a intenção de garantir a representatividade de gênero na bancada gaúcha no Senado.
O que vem por aí
A expectativa é que as próximas semanas sejam marcadas por intensas articulações políticas, visando a consolidação de alianças e a definição de estratégias para as eleições de 2026. O PT e o PSOL deverão aprofundar o diálogo para construir uma chapa competitiva ao Senado, buscando unir forças em torno de um projeto comum para o Rio Grande do Sul. O cenário político gaúcho se apresenta como um campo de disputa acirrado, com a esquerda buscando se fortalecer para enfrentar as forças conservadoras e garantir a representação do estado no Senado Federal.
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