Brasília/DF – Flávio Dino, em um gesto que não passou despercebido, foi o único dos dez ministros do Supremo Tribunal Federal a não cumprimentar publicamente Jorge Messias, o advogado-geral da União indicado para a vaga de Luís Roberto Barroso. A atitude, que gerou burburinho nos bastidores, ocorre em um momento crucial, com Messias aguardando sabatina e votação no Senado. A indicação de Messias, vale lembrar, também frustrou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que defendia outro nome para a vaga.
Silêncio Estratégico ou Descontentamento Velado?
A assessoria de Flávio Dino justificou a postura do ministro, afirmando que ele se manifestará somente após a aprovação do nome de Messias pelo Senado. A estratégia, segundo a assessoria, visa evitar manifestações sobre assuntos políticos, seguindo um padrão adotado em casos anteriores. No entanto, a omissão de Dino, em meio a uma série de manifestações de apoio de outros ministros, levanta questionamentos sobre um possível desconforto com a indicação.
Além disso, a nomeação de Messias também gerou insatisfação em Davi Alcolumbre. A aprovação de um projeto no Senado que impacta as contas públicas em 2026 e a marcação da sabatina de Messias na CCJ para breve demonstram a insatisfação de Alcolumbre. A celeridade imposta pode restringir o tempo de articulação da base governista para garantir a aprovação do nome indicado.
Apoios e Articulações no STF
Apesar da aparente frieza de Dino, Messias conta com fortes aliados dentro do STF. Os ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça, indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, têm se mostrado importantes defensores da indicação. Mendonça, inclusive, ressalta o perfil técnico do candidato, além de compartilhar com Messias a fé evangélica. A articulação de Nunes Marques, por sua vez, tem se concentrado em garantir o apoio de senadores para a aprovação do advogado-geral da União.
O que vem por aí
A sabatina de Jorge Messias na CCJ do Senado está marcada para breve. A expectativa é de um processo acalorado, com senadores questionando o indicado sobre seus posicionamentos e entendimentos jurídicos. A aprovação na CCJ é fundamental para que a indicação siga para o plenário do Senado, onde a decisão final será tomada pelos 81 senadores. O caminho até a posse no STF ainda é longo e cheio de desafios, mas Messias parece contar com o apoio necessário para superar os obstáculos.
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