Brasília/DF – A Polícia Federal (PF) iniciou nesta segunda-feira (1º) a fase de depoimentos da Operação Compliance Zero, focada em desvendar um esquema de fraudes bilionárias envolvendo a compra de títulos entre o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master. Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, é o primeiro a ser interrogado, marcando um momento crucial para o avanço das investigações sobre as alegadas irregularidades que somam R$ 12 bilhões.
O epicentro da investigação
Paulo Henrique Costa, afastado de seu cargo no BRB durante o desenrolar das investigações, é peça-chave no caso. Sua oitiva é aguardada com grande expectativa, pois busca esclarecer seu papel e o conhecimento que possuía sobre as supostas fraudes na aquisição de carteiras de crédito do Banco Master. Além disso, a PF busca entender as circunstâncias que o levaram a estar nos Estados Unidos no momento da deflagração da operação, e o conteúdo dos aparelhos eletrônicos entregues às autoridades.
Vale destacar que, além de Costa, outros diretores do BRB também foram afastados e alvos de mandados de busca e apreensão. Esses indivíduos, que também prestarão depoimentos, podem fornecer informações adicionais que ajudem a elucidar a complexidade do esquema e o envolvimento de outras figuras na alegada fraude. A colaboração de todos os investigados é fundamental para o completo esclarecimento dos fatos.
O Impacto no Sistema Financeiro
A Operação Compliance Zero visa combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que operam no Sistema Financeiro Nacional (SFN). A investigação dos crimes de gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa tem o potencial de gerar um impacto significativo na confiança do mercado e na regulamentação do setor. A apuração rigorosa e a punição dos responsáveis são cruciais para preservar a integridade do sistema financeiro e proteger os interesses dos investidores e da sociedade em geral.
O que vem por aí
As próximas etapas da investigação incluem a análise dos depoimentos coletados, a avaliação dos documentos apreendidos e a possível realização de novas diligências. A expectativa é que, com o avanço das investigações, a PF possa identificar outros envolvidos no esquema, determinar o montante exato dos prejuízos causados e responsabilizar os culpados pelas fraudes.
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