Em resposta às críticas dos filhos de Jair Bolsonaro, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicou uma nota nas redes sociais nesta terça-feira, após a repercussão de sua discordância com a aproximação do PL Ceará com Ciro Gomes. A polêmica surgiu durante um evento partidário em Fortaleza, onde Michelle expressou sua oposição a qualquer aliança com Ciro, citando as ofensas dirigidas ao seu marido e à sua família.
Direito à Opinião e Lealdade Familiar
Na nota, Michelle Bolsonaro enfatiza que, embora respeite o posicionamento de seus enteados, ela se reserva o direito de expressar suas opiniões com liberdade e sinceridade. Ela ressalta que sua lealdade como esposa e mãe prevalece sobre suas responsabilidades políticas, declarando que, se confrontada com a escolha, priorizaria o bem-estar de sua família. Além disso, Michelle reafirma sua convicção de que Ciro Gomes representa uma ameaça aos valores defendidos pela direita, acusando-o de ser um “perseguidor” de Jair Bolsonaro.
A ex-primeira-dama justificou sua posição argumentando que apoiar Ciro Gomes seria como “trocar Joseph Stalin por Vladimir Lenin”, uma vez que ele foi responsável por rotular seu marido como “genocida”. Michelle questiona como poderia ser conivente com o apoio a alguém que se orgulha de ter contribuído para a inelegibilidade de Jair Bolsonaro e se mostra satisfeito com a perseguição que ele enfrenta. Vale destacar que a nota busca esclarecer o conflito, reforçando a prioridade dos laços familiares e a defesa do legado de Bolsonaro.
Entenda o Contexto da Crise
A tensão no clã Bolsonaro tornou-se pública após as críticas de Michelle à aproximação do PL Ceará com Ciro Gomes, candidato ao governo do estado nas próximas eleições. A declaração de Michelle contradisse o anúncio feito pelo deputado federal André Fernandes, presidente do PL no Ceará, de que Jair Bolsonaro havia autorizado o apoio à candidatura de Ciro. Esse cenário expôs divergências internas no partido e gerou reações contundentes por parte dos filhos de Bolsonaro.
O que vem por aí
Apesar do pedido de desculpas aos enteados, a crise expôs a fragilidade do bolsonarismo em um momento delicado, com Jair Bolsonaro preso e impossibilitado de mediar conflitos internos. Resta saber como essa divergência impactará a unidade do partido e a estratégia para as próximas eleições, e se a família Bolsonaro conseguirá superar essa fissura pública.
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