Brasília, DF – Aliados evangélicos de Jorge Messias, o nome escolhido pelo Presidente Lula para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal, estão organizando uma forte mobilização para garantir sua aprovação no Senado Federal. A estratégia central é levar uma comitiva composta por diversos pastores influentes para pressionar os senadores no dia crucial da votação, buscando demonstrar que uma eventual rejeição de Messias poderia ter repercussões negativas no eleitorado evangélico, impactando o desempenho de alguns políticos nas próximas eleições. A indicação de Messias enfrenta resistência no Senado, o que torna a pressão ainda mais importante.
A Estratégia Evangélica por Trás da Indicação ao STF
A movimentação dos aliados evangélicos de Messias reflete a crescente importância desse grupo religioso no cenário político brasileiro. O último censo revelou que aproximadamente 26,9% da população se identifica como evangélica, um número expressivo que não pode ser ignorado por políticos que almejam cargos majoritários. Embora o eleitorado evangélico não seja homogêneo em suas preferências políticas, pesquisas indicam que a gestão do Presidente Lula enfrenta maior resistência entre esse grupo em comparação com a média da população. A presença de pastores no Senado, portanto, visa demonstrar aos parlamentares que a aprovação de Messias é vista como um sinal positivo para a comunidade evangélica.
Vale destacar que, em outubro, o Presidente Lula já havia se reunido com o bispo Samuel Ferreira e outros representantes da Assembleia de Deus Ministério de Madureira no Palácio do Planalto. Jorge Messias participou do encontro e chegou a orar com os presentes, reforçando sua identidade religiosa e o compromisso com os valores defendidos por essa comunidade. Essa aproximação estratégica busca solidificar o apoio evangélico à sua indicação.
O Processo de Aprovação no Senado
Para ser aprovado, Jorge Messias precisa do voto favorável de pelo menos 41 dos 81 senadores. O processo inclui uma sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, seguida pela votação no plenário. A previsão é que ambas as etapas ocorram em 10 de dezembro, o que significa que Messias tem um tempo limitado para conquistar o apoio necessário.
O que vem por aí
A articulação dos aliados de Messias e o desenrolar das negociações no Senado serão cruciais para o futuro da indicação. A pressão da comitiva evangélica, combinada com a capacidade de Messias em dialogar com os senadores, poderá influenciar o resultado final da votação. A proximidade do prazo para a sabatina e a votação no plenário intensificam a importância de cada movimento e negociação.
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