Brasília/DF – A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira, a Operação Power OFF, visando desarticular uma organização criminosa especializada em ataques cibernéticos. A ação mirou provedores de serviços ilegais de “booters” e “stressers”, utilizados para derrubar sites e sistemas, inclusive de órgãos federais como a própria PF, Serpro, Dataprev e o Centro Integrado de Telemática do Exército. Mandados foram cumpridos em quatro estados, revelando a abrangência e sofisticação da atuação do grupo.
Como funcionava o esquema de ataques cibernéticos?
A investigação da Polícia Federal, em colaboração com o FBI, identificou que as plataformas ilegais permitiam que indivíduos, mesmo sem expertise técnica, contratassem ataques DDoS (Distributed Denial of Service) mediante pagamento. Esses ataques, que consistem no envio massivo de requisições a um sistema até sobrecarregá-lo, eram orquestrados a partir de servidores de nuvem distribuídos globalmente. A PF apurou que os serviços eram oferecidos sob demanda, facilitando a ação de criminosos e causando prejuízos significativos para as instituições atacadas. Além disso, a facilidade de acesso aos serviços permitia que os ataques fossem realizados em larga escala e por pessoas sem conhecimento técnico aprofundado, ampliando o alcance e o impacto das ações criminosas.
Detalhes da operação revelam que foram expedidos quatro mandados de busca e apreensão e dois de prisão temporária, executados em São Paulo (SP), São Caetano do Sul (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Tubarão (SC). Os alvos da operação são os administradores das plataformas ilegais e os usuários que contratavam os serviços. É importante ressaltar que entre os ataques já atribuídos aos usuários dessas plataformas, constam ofensivas contra a própria Polícia Federal, ocorridas em 2020, demonstrando a ousadia e a abrangência da atuação do grupo criminoso.
Impacto e Prevenção
A Operação Power OFF demonstra a vulnerabilidade de sistemas governamentais e a importância de investimentos em segurança cibernética. Ataques DDoS podem causar interrupção de serviços essenciais, prejuízos financeiros e danos à imagem das instituições. A cooperação entre órgãos de segurança e agências internacionais, como o FBI, é fundamental para combater crimes cibernéticos e proteger a infraestrutura digital do país. Para as empresas e órgãos públicos, a recomendação é investir em soluções de segurança, como firewalls, sistemas de detecção de intrusão e serviços de mitigação de DDoS. Além disso, é crucial manter os sistemas atualizados e promover a conscientização dos usuários sobre os riscos cibernéticos.
O que vem por aí
A Polícia Federal prosseguirá com as investigações para identificar todos os envolvidos no esquema e quantificar os prejuízos causados pelos ataques. Os suspeitos poderão responder pelos crimes de associação criminosa e de interrupção ou perturbação de serviço telemático ou de informação de utilidade pública. A operação demonstra o compromisso das autoridades no combate aos crimes cibernéticos e na proteção da infraestrutura digital do país.
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