Jequitibá/MG – A venda de um terreno em Jequitibá, Minas Gerais, que atualmente abriga um condomínio residencial, está sob investigação por suspeitas de ligação com uma fraude envolvendo a aquisição do Banco Máxima por Daniel Vorcaro. A transação, que teria inflacionado o valor do terreno em mais de 2000%, é apontada como uma peça chave no esquema que permitiu a Vorcaro comprar o banco, mesmo estando sob investigação e utilizando tornozeleira eletrônica. As informações foram divulgadas pelo portal UOL.
A valorização meteórica do terreno
Segundo a reportagem, a Viking Participações, empresa imobiliária de Vorcaro, vendeu quatro glebas de uma antiga fazenda, localizada às margens da MG-238, por R$ 57 milhões ao Fundo Imobiliário São Domingos em setembro de 2017. A proximidade do terreno com o centro de Jequitibá, cerca de 7km, certamente contribuiu para o interesse do fundo. Vale destacar que o Fundo São Domingos, à época, possuía ativos em sociedade com um grupo ligado à família Vorcaro e ao próprio Banco Máxima. Contudo, a avaliação inicial das quatro glebas, registrada em 2015, era de apenas R$ 2,5 milhões. A discrepância levanta suspeitas sobre a real finalidade da transação e se o valor inflacionado foi usado para outros fins ilícitos.
Com o dinheiro da venda, Vorcaro teria feito um aporte de R$ 50 milhões no Banco Máxima, que posteriormente passou a se chamar Master sob sua gerência. As investigações da Polícia Federal (PF) indicam que o Fundo São Domingos era controlado por pessoas próximas a Vorcaro, o que intensifica as suspeitas de fraude na aquisição do banco. A compra do Banco Máxima foi aprovada em novembro de 2018, selando o negócio que agora está no centro das investigações.
O impacto nos fundos de pensão
A situação se agrava com a informação de que o Fundo São Domingos era abastecido com recursos de fundos de pensão de servidores públicos, resultando em um prejuízo estimado de R$ 109 milhões. Essa informação adiciona uma camada de complexidade ao caso, demonstrando que a suposta fraude pode ter afetado diretamente a vida de muitos servidores públicos e suas famílias.
O que vem por aí
As investigações sobre a compra do Banco Máxima e a venda do terreno em Jequitibá continuam em andamento. A Polícia Federal busca esclarecer todos os detalhes da transação, incluindo o destino do dinheiro e o envolvimento de outros personagens no esquema. O caso ganhou ainda mais notoriedade após o ministro do STF, Dias Toffoli, determinar sigilo sobre parte das investigações, o que gerou críticas e questionamentos sobre a transparência do processo. A expectativa é que novas informações e desdobramentos surjam nos próximos dias, revelando a extensão da suposta fraude e seus impactos.
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