Brasília/DF – Servidores da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) intensificaram as críticas à gestão de Luiz Fernando Corrêa, após a divulgação de um relatório interno que expõe fragilidades no órgão. A União dos Profissionais de Inteligência de Estado da Abin (Intelis) divulgou uma nota contundente, alegando que a agência está “sequestrada” por uma direção incompetente e politicamente motivada, aprofundando a crise interna.
Clima de Insatisfação Generalizada na Agência
A insatisfação dos servidores da Abin não é recente, mas ganhou novo fôlego após a divulgação do relatório “Desafio de Inteligência”. O documento, que deveria servir como um guia para o futuro da agência, acabou escancarando problemas estruturais e de gestão que, segundo a Intelis, são “muito maiores e preliminares à sua missão finalística”. A crítica mais veemente é direcionada ao diretor-geral, Luiz Fernando Corrêa, indiciado pela Polícia Federal por obstrução da justiça e atos de assédio, o que, na visão dos servidores, compromete gravemente a credibilidade e o funcionamento da Abin.
Além das acusações diretas ao diretor-geral, a nota da Intelis também destaca outros pontos críticos que afetam o desempenho da Abin. O orçamento, considerado o menor dos últimos 14 anos, é apontado como um fator limitante para as operações da agência. A crise envolvendo o sigilo de identidade de funcionários, exposta em diversas investigações, também é motivo de grande preocupação, pois coloca em risco a segurança dos agentes e a eficácia de suas ações. Vale destacar que a mudança na vinculação da Abin, que passou da esfera militar para a Casa Civil em 2023, também gerou descontentamento e instabilidade.
Desafios para o Futuro
O relatório “Desafios de Inteligência”, edição 2026, lista os principais desafios para a Abin no próximo ano, incluindo as eleições de 2026, o avanço da inteligência artificial (IA), a crescente interferência externa e o combate ao crime organizado. Superar esses desafios exige, segundo os servidores, uma reestruturação completa da agência, com uma gestão mais eficiente, transparente e alinhada com os interesses do Estado brasileiro.
O que vem por aí
Diante do cenário de crise, a Intelis sinaliza que poderá intensificar as ações de protesto, incluindo a possibilidade de greve e o ajuizamento de ações judiciais contra o diretor-geral. O futuro da Abin permanece incerto, mas uma coisa é clara: a insatisfação dos servidores e a necessidade de mudanças urgentes são inegáveis.
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