Cidade/UF: São Paulo/SP – Funcionários dos Correios em São Paulo decidiram cruzar os braços a partir de 16 de dezembro, em um movimento que promete impactar a logística e a entrega de encomendas na região. A greve, aprovada pelo Sintect-SP, surge em um momento crítico para a estatal, que enfrenta um cenário financeiro desafiador e negociações tensas sobre direitos e condições de trabalho. Além da paralisação, a categoria planeja uma série de ações em Brasília para pressionar por suas demandas.
Por que a greve foi deflagrada?
A decisão de entrar em greve foi motivada por impasses nas negociações entre o sindicato e a direção dos Correios. Os trabalhadores reivindicam melhores condições de trabalho, a manutenção de direitos e a revisão de políticas que, segundo eles, têm prejudicado a categoria. A insatisfação se intensificou diante do agravamento da situação financeira da empresa, que acumula prejuízos bilionários e enfrenta cortes de investimentos.
Além da greve, os funcionários dos Correios em São Paulo também definiram outras ações para ampliar a pressão sobre a empresa e o governo federal. No dia 9 de dezembro, uma caravana de trabalhadores seguirá para Brasília para participar de um ato em frente ao Congresso Nacional. No dia seguinte, está previsto um ato unificado nacional, com a participação de sindicatos de todo o país. Vale destacar que essas mobilizações visam sensibilizar a sociedade e as autoridades para a gravidade da situação dos Correios e a importância de garantir os direitos dos trabalhadores.
A crise financeira dos Correios
Os Correios atravessam um período de turbulência financeira, com prejuízos acumulados de R$ 6,1 bilhões nos primeiros nove meses de 2025. Esse valor é quase três vezes maior do que o registrado no mesmo período de 2024, o que demonstra a deterioração das contas da estatal. As receitas da empresa recuaram 12,7% de janeiro a setembro, enquanto as despesas administrativas saltaram 53,5%, impactadas principalmente por decisões judiciais trabalhistas desfavoráveis aos Correios. A situação é tão crítica que o secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, classificou-a como “muito ruim” e alertou para o risco de um maior contingenciamento de recursos em 2026.
O que vem por aí
A greve dos Correios em São Paulo promete gerar transtornos para a população e para as empresas que dependem dos serviços da estatal. A paralisação pode atrasar a entrega de encomendas, boletos, documentos e outros tipos de correspondência. Além disso, a greve agrava a crise financeira dos Correios, que já enfrenta dificuldades para honrar seus compromissos. A expectativa é que o governo federal apresente uma proposta para solucionar o impasse e evitar maiores prejuízos para a empresa e para a sociedade.
Para mais informações, continue conectado no Portal Conectados.








