PIB Desacelera: Economia Brasileira Cresce Apenas 0,1%

Brasília/DF – A economia brasileira apresentou um crescimento de apenas 0,1% no terceiro trimestre de 2025, marcando o segundo período consecutivo de desaceleração. O resultado, divulgado pelo IBGE, ficou em linha com as expectativas do mercado, mas levanta preocupações sobre o ritmo de recuperação da economia. A taxa de expansão anterior, no segundo trimestre, havia sido de 0,4%, evidenciando a perda de fôlego da atividade econômica nacional. Vale destacar que, em valores nominais, o PIB do Brasil atingiu a marca de R$ 3,2 trilhões no período.

Desempenho Abaixo do Esperado

Apesar de o resultado do PIB ter ficado acima do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que apontava para uma queda de 0,9%, a desaceleração é um sinal de alerta. A trajetória de crescimento trimestral, que registrou 1,3% no primeiro trimestre e 0,4% no segundo, demonstra uma clara perda de dinamismo. Além disso, as projeções indicam que o país pode ter a pior taxa de crescimento do PIB desde 2020, ano marcado pelo início da pandemia de Covid-19. É importante ressaltar que a desaceleração ocorre em um contexto de política monetária restritiva, com a taxa Selic elevada a 15% ao ano.

Os dados do IBGE revelam que, embora diversos setores tenham apresentado crescimento, o ritmo geral da economia foi insuficiente para sustentar um crescimento mais robusto. A agropecuária, por exemplo, teve um bom desempenho, impulsionada pela safra recorde de grãos. No entanto, a indústria e o setor de serviços, que representam a maior parte do PIB, não conseguiram acompanhar o mesmo ritmo, contribuindo para a desaceleração geral. Além disso, a inflação persistente, embora em desaceleração, continua a corroer o poder de compra da população, impactando negativamente o consumo.

Impacto da Política Monetária

A desaceleração da economia é um dos efeitos esperados pelo Banco Central, que elevou a taxa Selic com o objetivo de controlar a inflação. A autoridade monetária acredita que o arrefecimento da demanda agregada é fundamental para equilibrar a oferta e a demanda na economia e, consequentemente, trazer a inflação para dentro da meta estabelecida. A taxa anualizada do IPCA permanece acima do intervalo permitido desde setembro de 2024, o que justifica a manutenção da Selic em patamares elevados por um período prolongado.

O que vem por aí

Diante deste cenário, as atenções se voltam para as próximas decisões do Copom. Os agentes financeiros se dividem quanto ao momento do primeiro corte na taxa Selic, com alguns apostando na primeira reunião de 2026 e outros na segunda. A trajetória da inflação e o desempenho da economia nos próximos meses serão determinantes para a definição da política monetária. Além disso, o governo federal deverá anunciar medidas para estimular o crescimento, como a revisão de políticas fiscais e a implementação de reformas estruturais.

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