Secretário da Conafer Falta à CPMI do INSS por Dengue

Brasília/DF – O secretário da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares do Brasil (Conafer), Silas da Costa Vaz, não compareceu para depor na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS nesta quinta-feira, apresentando um atestado médico que alega estar com dengue. A ausência adia, por tempo indeterminado, a oitiva de Vaz, cujo depoimento era aguardado para esclarecer o seu envolvimento com a chamada “farra do INSS”, investigada pela comissão. A CPMI, contudo, seguiu com sua agenda, ouvindo o presidente da Amar Brasil Clube de Benefícios (ABCB), Américo Monte Júnior.

Investigação sobre a Farra do INSS

A CPMI do INSS foi instaurada para investigar o crescente número de denúncias sobre descontos indevidos realizados em benefícios de aposentados por associações e sindicatos, um esquema que movimentou cerca de R$ 2 bilhões em apenas um ano. As reportagens do portal Metrópoles foram cruciais para expor a fraude, revelando um sistema de filiações fraudulentas que lesava milhares de beneficiários. Além disso, a repercussão das denúncias impulsionou a abertura de um inquérito pela Polícia Federal e motivou investigações da Controladoria-Geral da União (CGU), culminando na Operação Sem Desconto, que resultou na demissão do então presidente do INSS e do ministro da Previdência.

Vale destacar que, de acordo com um relatório da CGU, 97,6% dos beneficiários entrevistados (1.242 de 1.273) afirmaram não ter autorizado os descontos efetuados em seus proventos. Ademais, 95,9% declararam não participar de associações, indicando que os descontos estavam ocorrendo de forma indevida, sem o consentimento dos beneficiários. Esses dados reforçam a gravidade da situação e a necessidade de aprofundar as investigações.

Impacto nos Aposentados

A “farra do INSS” tem gerado um impacto significativo no orçamento dos aposentados, que se veem lesados por descontos não autorizados em seus benefícios. Além do prejuízo financeiro, a situação causa transtornos e insegurança, especialmente para aqueles que dependem exclusivamente da aposentadoria para custear suas despesas básicas. A CPMI busca identificar os responsáveis pela fraude e propor medidas para proteger os aposentados e evitar que esse tipo de esquema volte a ocorrer.

O que vem por aí

O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana, anunciou que solicitará uma prorrogação de 60 dias para a conclusão dos trabalhos da comissão, que atualmente tem previsão de encerramento em março de 2026. Viana justificou o pedido com a necessidade de ouvir todos os envolvidos e aprofundar as investigações sobre os descontos indevidos. A expectativa é que, com a prorrogação, a CPMI possa apresentar um relatório completo e com propostas concretas para combater a fraude no INSS.

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