Londres/Inglaterra – Um confronto de gigantes agita o cenário do futebol feminino internacional neste domingo (1º de fevereiro), quando Corinthians e Arsenal se encontram para a aguardada final da primeira edição do Mundial de Clubes Feminino. A bola rola às 15h (horário de Brasília) no icônico Emirates Stadium, prometendo uma batalha épica pela taça inédita.
A Grande Final que Define o Pioneiro Campeão Mundial
A expectativa em torno deste duelo é imensa, pois marca um capítulo histórico para o futebol feminino global. De um lado, o Corinthians, conhecido carinhosamente como “Brabas”, chega à decisão com a chancela de quem já superou grandes desafios, mesmo não sendo apontado como o favorito. Sua trajetória incluiu uma vitória suada por 1 a 0 sobre o Gotham, dos Estados Unidos, na semifinal, demonstrando uma resiliência e capacidade de superação que são marcas registradas da equipe brasileira. As Brabas, que dominam o cenário nacional e continental, agora buscam consolidar sua hegemonia também em nível mundial, provando mais uma vez a força do futebol sul-americano.
Do outro lado, o Arsenal se apresenta como o grande favorito para erguer o troféu, ostentando um elenco recheado de estrelas e uma performance avassaladora na semifinal, onde goleou o ASFAR, do Marrocos, por expressivos 6 a 0. A equipe inglesa vem com um embalo notável, determinada a fazer valer o fator casa e a qualidade técnica de suas atletas. Além do prestígio esportivo, há um incentivo financeiro considerável: o campeão embolsará 2,3 milhões de dólares (aproximadamente R$ 12 milhões), enquanto o vice-campeão garante 1 milhão de dólares (cerca de R$ 5,2 milhões). Esse montante sublinha a crescente valorização do futebol feminino em competições de grande porte. Gabi Zanotti, atacante do Corinthians, enfatizou a união do grupo: “Futebol se joga dentro do campo, impossível ganhar alguma coisa fora. Esse grupo tem uma mentalidade muito forte e está pensando lá na frente, no jogo da final. Vale ressaltar, o trabalho coletivo.” Já Mariona Caldentey, atacante do Arsenal, destacou o respeito pelo adversário: “Não será um jogo fácil. Sabemos o que esperar: muito talento individual e uma entrega absoluta. É uma final de jogo único e precisaremos estar mentalmente prontas para lidar com essa pressão.”
Saiba Como Acompanhar e as Prováveis Formações
Para os fãs que não querem perder nenhum lance desta decisão histórica, a transmissão ao vivo estará disponível através da CazéTV (pelo YouTube) e da plataforma de streaming DAZN, garantindo que torcedores de diversas partes do mundo possam vibrar com seus times. Quanto às formações, o Corinthians, sob o comando do técnico Lucas Piccinato, deve manter a base que venceu o Gotham, com Lelê no gol; Gi Fernandes, Thais Ferreira, Letícia Teles e Tamires na defesa; Ana Vitória, Duda Sampaio, Andressa Alves, Jaqueline e Belén Aquino no meio-campo; e Gabi Zanotti no ataque. Os desfalques são as zagueiras Agustina Barroso e Thaís Regina, em recuperação de lesões. Já o Arsenal, liderado pela técnica Renée Slegers, não possui baixas confirmadas e pode repetir o time que goleou o ASFAR, com Anneke Borbe; Smilla Holmberg, Lotte Wubben-Moy, Laia Codina e Taylor Hinds; Frida Maanum, Mariona Caldentey, Beth Mead e Victoria Pelova; Olivia Smith e Stina Blackstenius, com a possibilidade de Alessia Russo iniciar no lugar de Blackstenius, dada sua boa atuação na semifinal.
O Legado de uma Final Pioneira
Esta final do Mundial de Clubes Feminino transcende a mera disputa por um troféu; ela representa um marco fundamental para o crescimento e a profissionalização da modalidade em escala global. Independentemente do resultado, a competição já se estabeleceu como um catalisador para o desenvolvimento do futebol feminino, abrindo portas para futuras edições e inspirando novas gerações de atletas e torcedores. O embate entre Corinthians e Arsenal não só coroará o primeiro campeão mundial, mas também reforçará a mensagem de que o esporte feminino veio para ficar, com força, talento e uma base de fãs cada vez maior e mais engajada. A expectativa é que este seja apenas o começo de uma era de grandes competições e conquistas para o futebol de mulheres.
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