Quadrilha de Torturadores Aterrorizava Caxias do Sul
Caxias do Sul/RS – Uma operação conjunta da Polícia Civil resultou na prisão de cinco indivíduos nesta quinta-feira, acusados de envolvimento em crimes de tortura, sequestro e extorsão. A quadrilha, que aterrorizava a região de Caxias do Sul e cidades vizinhas, era especializada em cobranças violentas, atuando tanto para o tráfico de drogas quanto para agiotas, utilizando métodos brutais para intimidar e coagir suas vítimas.
A Operação Omertà: Um Golpe Duro no Crime
A investigação, batizada de “Omertà”, teve início com a prisão de um dos principais torturadores do grupo. A descoberta de vídeos chocantes em seu celular, que registravam agressões e ameaças a pessoas mantidas em cativeiro entre maio e agosto deste ano, impulsionou as autoridades a desmantelar toda a organização criminosa. Além das prisões, foram cumpridos sete mandados de busca em ações simultâneas no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, demonstrando o alcance da investigação e a determinação em levar todos os envolvidos à justiça.
Durante as buscas, os agentes apreenderam uma variedade de itens que comprovam a natureza violenta e a estrutura da quadrilha: entorpecentes, celulares utilizados para comunicação e filmagem dos crimes, máquinas de choque, um pé de cabra, um bastão e roupas semelhantes às utilizadas nas gravações. A análise do material apreendido revelou a identidade de um segundo integrante, responsável por auxiliar nos sequestros, na logística e na filmagem das torturas. Este indivíduo havia fugido para Santa Catarina, onde foi capturado, demonstrando a extensão da rede criminosa.
Agiotagem e Tortura: Uma Combinação Perigosa
A Polícia Civil apurou que agiotas contratavam o principal torturador e seus comparsas para intimidar, ameaçar e agredir as vítimas. Em um dos casos, um dos contratantes, também preso na operação, colocou uma vítima de joelhos diante das filhas, apontou uma arma e gravou um vídeo de ameaça. A investigação, realizada pela 1ª Delegacia de Polícia de Caxias do Sul, revela um cenário de violência extrema e crueldade, onde a tortura era utilizada como ferramenta de coerção.
O que vem por aí
O inquérito policial prossegue para identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar a investigação sobre a extensão das atividades criminosas da quadrilha. A Polícia Civil informou que o inquérito será concluído no prazo legal, e os acusados responderão por seus crimes perante a justiça.
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