Brasília/DF – A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) soou o alarme sobre potenciais ameaças ao processo eleitoral de 2026, incluindo interferência externa e a crescente influência do crime organizado. Em um relatório divulgado nesta terça-feira, a Abin detalha os principais desafios que podem comprometer a segurança do Estado e da sociedade, visando antecipar e mitigar esses riscos. O documento ressalta a necessidade de vigilância contra ataques cibernéticos sofisticados, impulsionados pela inteligência artificial, que podem desestabilizar o pleito e a confiança nas instituições democráticas. A publicação visa orientar a Presidência da República na formulação de políticas de segurança e na proteção de informações sensíveis.
O Fantasma da Interferência Externa Assombra as Eleições
O relatório da Abin aponta que as eleições de 2026 podem ser alvo de tentativas de deslegitimação das instituições democráticas, um cenário que remete aos eventos de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas. A agência destaca a manipulação de massas e a disseminação de desinformação em larga escala como vetores principais dessas ameaças. Além disso, a Abin alerta para a influência crescente do crime organizado em territórios sob seu controle, o que pode comprometer a integridade do processo eleitoral. Vale destacar que a interferência externa, com o objetivo de desestabilizar as eleições e favorecer interesses geopolíticos estrangeiros, é uma preocupação constante.
A Abin ressalta que a segurança no processo eleitoral e os ataques cibernéticos com inteligência artificial (IA) são desafios cruciais. O relatório detalha cinco desafios principais para lidar com riscos diretos e indiretos à segurança do país: segurança no processo eleitoral; transição para a criptografia pós-quântica; ataques cibernéticos autônomos com agentes de inteligência artificial; reconfiguração das cadeias de suprimento global; e dependência tecnológica, atores não estatais e interferência externa. O diretor-geral da Abin, Luiz Fernando Corrêa, enfatizou o emprego de instrumentos econômicos como fatores de pressão política e a escalada de ameaças militares a países latino-americanos, inclusive fronteiriços com o Brasil.
Criptografia e Soberania Digital em Jogo
A garantia de uma soberania digital é um desafio nevrálgico para o país, segundo a Abin. A dependência estrutural de hardwares estrangeiros e a concentração de poder em big techs são apontadas como dificuldades para se atingir esse objetivo. A agência alerta que essas empresas monopolizam dados e desafiam estruturas estatais, ameaçando a autonomia decisória nacional. No entanto, a Abin destaca os avanços do Brasil na área de cibersegurança, com o desenvolvimento de tecnologias de ponta, como o aplicativo de mensagens governamentais que utiliza criptografia pós-quântica. Este avanço tecnológico é crucial para proteger as comunicações sigilosas e as transações digitais do governo.
O que vem por aí
A Abin continuará monitorando de perto as ameaças ao processo eleitoral e à segurança nacional, trabalhando em colaboração com outras agências governamentais e especialistas para mitigar os riscos identificados. A agência reforça a importância de fortalecer a cibersegurança e reduzir a dependência tecnológica de provedores externos, a fim de garantir a soberania digital do Brasil e proteger o país de interferências externas. O relatório serve como um alerta para a necessidade de investimentos contínuos em inteligência e segurança para preservar a integridade das eleições e a estabilidade democrática.
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