Brasília/DF – A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) acaba de divulgar um relatório crucial que detalha os principais desafios e riscos para o Estado brasileiro no ano de 2026. O documento, “Desafios de Inteligência”, aponta para ameaças complexas, desde a segurança do processo eleitoral até os perigos dos ataques cibernéticos impulsionados por inteligência artificial e a crescente dependência de tecnologias estrangeiras. A publicação visa munir a Presidência da República
Quais os maiores perigos que o Brasil enfrenta?
O relatório da Abin identifica cinco eixos centrais de risco que merecem atenção redobrada. A segurança do processo eleitoral é um ponto crítico, considerando as tentativas de deslegitimar as instituições democráticas, como visto nos eventos de 8 de janeiro de 2023. A agência alerta para a manipulação de massas e a disseminação de desinformação, que podem comprometer a integridade das eleições. Além disso, a influência do crime organizado em áreas sob seu controle e o risco de interferência externa para favorecer interesses geopolíticos estrangeiros são fatores de grande preocupação.
Outro eixo central é a transição para criptografia pós-quântica. Com a chegada da computação quântica, as atuais chaves públicas podem se tornar obsoletas em um futuro próximo, entre 5 e 15 anos. Isso exige uma transição urgente para algoritmos pós-quânticos nacionais, a fim de proteger dados sensíveis do Estado. Ataques cibernéticos autônomos com IA também representam uma ameaça crescente. A Abin adverte que o país deve se preparar para a rápida evolução da IA, que pode ser utilizada como “agente ofensivo autônomo capaz de planejar, executar e adaptar ataques”.
Como se preparar para o futuro?
O relatório da Abin destaca a necessidade de avançar na soberania digital, reduzindo a dependência de hardwares estrangeiros e mitigando a concentração de poder em big techs. A agência reconhece que o Brasil já desenvolve tecnologias de ponta, como aplicativos governamentais com criptografia pós-quântica, mas ressalta a importância de fortalecer a capacidade nacional em áreas estratégicas. Além disso, a reconfiguração das cadeias globais de suprimentos, acelerada pela ascensão chinesa e pelas tensões geopolíticas, exige uma análise cuidadosa das dependências do Brasil em relação a outros países.
O que vem por aí
Diante desse cenário complexo, a Abin enfatiza a importância de monitorar de perto os riscos identificados e de adotar medidas preventivas para proteger o Estado brasileiro. A colaboração entre universidades, centros de pesquisa e órgãos governamentais é fundamental para antecipar ameaças e para desenvolver soluções inovadoras. O relatório “Desafios de Inteligência” serve como um alerta para a necessidade de fortalecer a segurança cibernética, investir em tecnologias nacionais e promover a soberania digital do Brasil.
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