Brasília/DF – O cenário político em Brasília está fervendo! O acúmulo de tensões entre o governo federal, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF) tem corroído alianças construídas ao longo dos últimos anos. Esse clima de “cada um por si” paira sobre a reta final dos trabalhos legislativos em 2025 e intensifica-se com a proximidade das eleições, criando um ambiente de incertezas e desconfianças.
Indicação ao STF como Ponto de Ignição
A indicação de Jorge Messias, advogado-geral da União, para uma vaga no STF por parte do presidente Lula (PT) foi um dos estopins dessa crise. A decisão desagradou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e ministros influentes do Supremo, que esperavam a escolha de Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Vale lembrar que Lula contava com o respaldo da corte e tinha no Senado seu principal apoio no Legislativo desde seu retorno à presidência em 2023. Essa mudança no tabuleiro político gerou um desconforto generalizado e reacendeu antigas rivalidades.
Além disso, a relação já conturbada entre governo e Câmara se deteriorou ainda mais com a votação da PEC da Blindagem, que dificultava investigações contra congressistas, e do projeto de lei antifacção. A escolha do deputado Guilherme Derrite (PP-SP), secretário da Segurança Pública de São Paulo e conhecido opositor do governo, como relator do projeto antifacção, irritou profundamente o presidente Lula e seu círculo de aliados.
Entenda a PEC da Blindagem
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Blindagem visava alterar as regras para investigações contra parlamentares, tornando o processo mais complexo e exigindo maiorias qualificadas para a aprovação de medidas como afastamento e prisão. A proposta gerou grande polêmica e foi vista por muitos como uma tentativa de blindar congressistas de investigações e punições.
O que vem por aí
Diante desse cenário de instabilidade, resta acompanhar de perto os próximos capítulos dessa novela política. A busca por diálogo e a reconstrução de pontes entre os Poderes são cruciais para garantir a governabilidade e a estabilidade do país. A população brasileira espera que seus representantes ajam com responsabilidade e priorizem o bem-estar da nação acima de interesses particulares e disputas políticas.
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