São João da Barra/RJ – O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta sexta-feira, 30 de janeiro de 2026, um investimento significativo de R$ 375 milhões na usina termelétrica a gás natural GNA 2. Situada no estratégico Porto do Açu, este aporte faz parte da aquisição de 50% das debêntures emitidas pela empresa GNA 2 Geração de Energia S.A., em uma operação que visa fortalecer a infraestrutura energética nacional. A outra metade dos títulos foi adquirida pela Kinea Investimentos, gestora renomada ligada ao grupo Itaú.
Ampliando o Maior Complexo Termelétrico da América Latina
Este novo investimento é crucial para complementar os recursos necessários à implantação do ambicioso projeto da GNA 2. A operação se concretizou por meio da compra de metade de uma oferta total de R$ 750 milhões em debêntures. Os recursos levantados serão diretamente empregados para finalizar a infraestrutura do projeto, que já havia recebido um robusto financiamento direto do BNDES, no valor de R$ 3,93 bilhões, aprovado em novembro de 2020. Essa sucessão de aportes consolida o papel do BNDES como um dos principais indutores do desenvolvimento de infraestrutura estratégica no país, garantindo a solidez e a viabilidade do empreendimento de longo prazo.
Com uma capacidade instalada expressiva de 1.672,6 MW (megawatts), a UTE GNA 2, que entrou em operação comercial em maio de 2025, forma, em conjunto com a UTE GNA 1, o maior complexo termelétrico a gás natural de toda a América Latina. Essa grandiosidade não se restringe apenas à capacidade de geração; o projeto também incorpora tecnologias de ponta e práticas de sustentabilidade. Por exemplo, a planta foi concebida com a flexibilidade de, no futuro, operar com uma mistura de até 50% de hidrogênio ao gás natural, o que representa um passo importante na transição energética global. Além disso, utiliza água do mar dessalinizada em seus processos, minimizando significativamente a pressão sobre os recursos hídricos doces da região. Em nota, a Kinea Investimentos enfatizou que o aporte se deu por meio de sua vertical de crédito de infraestrutura, destacando-o como um ativo já operacional, com fluxo de caixa previsível, sólidas garantias reais e sócios financeiramente robustos. “É um investimento em um projeto operacional, com garantias reais, fluxo de caixa previsível e sócios robustos. A operação possui impacto direto na economia real e está alinhada com a nossa estratégia de investimentos”, afirmou a gestora.
Impacto Econômico e Ambiental Estratégico
A injeção de capital em projetos de infraestrutura de energia, como o da GNA 2, reverbera diretamente na economia real, gerando empregos diretos e indiretos, impulsionando a cadeia produtiva local e reforçando a capacidade do Brasil de suprir sua demanda crescente por energia. O Porto do Açu, um polo industrial e de infraestrutura de relevância internacional, se beneficia diretamente dessas iniciativas, atraindo novos negócios e consolidando sua posição estratégica no cenário energético nacional e global. A participação da Kinea Investimentos, fundada em 2007 e responsável pela gestão de mais de R$ 144 bilhões em ativos, sublinha a atratividade do projeto no mercado financeiro, reforçando a confiança na solidez e no potencial de longo prazo do empreendimento, que se alinha à estratégia da gestora em investimentos de infraestrutura e de impacto direto na economia.
Perspectivas Futuras para a Geração de Energia
A concretização de investimentos como este, por parte do BNDES e da Kinea, é fundamental para a construção de um futuro energético mais robusto e diversificado para o Brasil. Com a capacidade de integrar fontes como o hidrogênio no futuro e a utilização de tecnologias que minimizam impactos ambientais, o complexo termelétrico do Porto do Açu exemplifica a busca por soluções inovadoras e sustentáveis. Este passo reforça a matriz energética nacional, preparando-a para os desafios e as oportunidades da transição global para fontes mais limpas e eficientes. Continuaremos a acompanhar de perto os desdobramentos e o impacto estratégico deste complexo no panorama energético brasileiro.
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