CCJ da Alerj avalia prisão de Presidente Rodrigo Bacellar

Rio de Janeiro/RJ – A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) se reúne nesta sexta-feira para analisar a decisão judicial que culminou na prisão de seu presidente, Rodrigo Bacellar (União Brasil). A sessão extraordinária, convocada para as 15h, surge em meio a intensas discussões sobre a legalidade e a motivação da medida, que impacta diretamente o cenário político do estado.

Sessão Extraordinária em Foco

A convocação da sessão extraordinária, liderada por Guilherme Delaroli (PL), presidente em exercício, demonstra a urgência e a gravidade da situação. A decisão de levar o caso à CCJ reflete a necessidade de uma análise minuciosa dos aspectos legais e constitucionais envolvidos na prisão de Bacellar, especialmente considerando sua posição de liderança no parlamento estadual. Além disso, a reunião busca oferecer um espaço para o debate e a manifestação dos diferentes posicionamentos dos membros da comissão.

Vale destacar que Rodrigo Bacellar foi detido sob a acusação de vazar informações confidenciais da Operação Zargun, deflagrada em setembro. A investigação aponta para uma possível conexão entre Bacellar e o então parlamentar TH Joias, preso na mesma operação, levantando sérias questões sobre a integridade e a transparência das ações do presidente da Alerj. Segundo informações da Polícia Federal, foram encontrados R$ 90 mil em dinheiro vivo no carro do deputado no momento da prisão. A acusação mais grave é a de que Bacellar buscava manter vínculos com o Comando Vermelho para obter apoio eleitoral nas áreas dominadas pela facção.

Entenda a Operação Zargun

A Operação Zargun investiga um esquema de tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro que envolve TH Joias, acusado de negociar armas e equipamentos para o Comando Vermelho. A prisão de Bacellar, nesse contexto, é vista como um desdobramento crucial da investigação, revelando a extensão e a profundidade das possíveis conexões ilícitas. O ministro do STF Alexandre de Moraes justificou a prisão preventiva de Bacellar, alegando que ele tinha conhecimento prévio da operação e tentou alertar TH Joias para remover provas.

O que vem por aí

A análise da CCJ é um passo fundamental para determinar os próximos passos a serem tomados em relação ao caso de Rodrigo Bacellar. A decisão da comissão poderá influenciar o andamento do processo judicial e o futuro político do presidente da Alerj. A sociedade aguarda o desfecho desse caso com grande expectativa, buscando respostas e transparência sobre os fatos.

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