Washington, DC – Parlamentares republicanos e democratas uniram forças para investigar as ações militares dos Estados Unidos na costa da Venezuela, especificamente questionando os múltiplos ataques a um único barco. A controvérsia surge em meio a relatos conflitantes sobre a legalidade dos ataques, com acusações de que um segundo ataque pode ter tido como alvo sobreviventes, levantando sérias questões sobre a conformidade com o direito internacional e os protocolos militares.
O que motivou a investigação bipartidária?
A onda de preocupação no Congresso foi desencadeada por reportagens, incluindo uma do Washington Post, alegando que o Secretário de Defesa, Pete Hegseth, teria dado uma ordem verbal para eliminar todos a bordo de uma das embarcações. Embora Hegseth tenha negado veementemente ter ordenado um segundo ataque, classificando os relatos como “fabricados, inflamatórios e depreciativos”, a gravidade das acusações levou os comitês do Congresso responsáveis pela supervisão do Pentágono a prometerem uma análise minuciosa.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou que dois ataques a um barco ocorreram no início de setembro e que foram autorizados por Hegseth. No entanto, a falta de transparência em torno das circunstâncias exatas dos ataques e a alegação de que um segundo ataque visava eliminar sobreviventes alimentaram a desconfiança, mesmo entre os republicanos que tradicionalmente apoiam as políticas da administração Trump.
Quais as implicações para a política externa dos EUA?
Essa investigação surge em um momento delicado, com crescentes tensões entre os Estados Unidos e o regime de Nicolás Maduro na Venezuela. As ações militares na costa venezuelana, combinadas com as alegações de irregularidades, podem prejudicar a credibilidade dos Estados Unidos no cenário internacional e dificultar a busca por soluções diplomáticas para a crise venezuelana. Além disso, o escrutínio do Congresso sobre as ações de Hegseth pode intensificar o debate sobre o papel e os limites do poder executivo em questões de defesa e política externa.
O que vem por aí
Espera-se que os comitês de Serviços Armados do Senado e da Câmara dos Deputados conduzam uma investigação completa, ouvindo depoimentos de funcionários do governo, incluindo o Secretário de Defesa Hegseth, e analisando documentos relevantes. O objetivo é determinar se os ataques foram realizados de acordo com a lei e a política dos EUA, e se houve alguma conduta imprópria por parte de funcionários do governo. O resultado da investigação poderá levar a recomendações para mudanças nas políticas militares e a possíveis ações disciplinares contra indivíduos envolvidos.
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