Brasília/DF – O conselho de administração dos Correios aprovou um ambicioso plano de captação de recursos, visando a contratação de um empréstimo de R$ 20 bilhões junto a um conjunto diversificado de bancos públicos e privados. A medida, confirmada por fontes internas à CNN Brasil, representa um passo crucial para a reestruturação financeira da estatal, que enfrenta desafios significativos em suas contas. No entanto, a efetivação desse empréstimo ainda depende da aprovação do Ministério da Fazenda, o que demanda uma análise minuciosa por parte do Tesouro Nacional e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.
Aprovado empréstimo bilionário, e agora?
O empréstimo em questão, cuja negociação envolve um pool de bancos composto por Citibank, Banco do Brasil, BTG Pactual, ABC Brasil e Safra, representa uma injeção de capital vital para os Correios. Vale destacar que, embora a CNN Brasil tenha buscado contato com as instituições financeiras mencionadas, não obteve retorno até o momento da publicação. Além disso, a estrutura do empréstimo será cuidadosamente planejada, com os recursos sendo liberados em duas ou mais parcelas, numa estratégia que visa evitar o acúmulo de capital ocioso e o pagamento desnecessário de juros, considerando que uma parcela significativa do financiamento só será efetivamente utilizada a partir de 2026. A administração dos Correios projeta que a empresa sairá do vermelho e começará a gerar lucro a partir de 2027, momento a partir do qual o pagamento do empréstimo, com carência de pelo menos dois anos, deverá ser iniciado.
A situação financeira dos Correios tem sido objeto de preocupação, com um aumento significativo no rombo das contas da empresa, que atingiu a marca de R$ 6 bilhões até setembro. Esse cenário, somado ao déficit acumulado pelas estatais, que pressiona o caixa do governo, reforça a urgência da reestruturação. Os R$ 20 bilhões buscados pela estatal são considerados essenciais para garantir a estabilidade financeira da empresa nos próximos anos.
Entenda o Plano de Reestruturação
O plano de reestruturação dos Correios, anunciado em 15 de outubro, é abrangente e inclui medidas como a implementação de programas de demissão voluntária, a venda de ativos imobiliários e o fechamento de unidades deficitárias. O aporte financeiro de R$ 20 bilhões se mostra fundamental para garantir o equilíbrio das contas da estatal em 2025 e 2026, possibilitando a implementação das medidas de reestruturação planejadas. Adicionalmente, a empresa aprovou um plano emergencial para os próximos 12 meses, que visa garantir a estabilidade da empresa, contemplando o fechamento de até mil unidades deficitárias, a remodelação dos planos de saúde dos funcionários remanescentes e a já mencionada venda de imóveis.
O que vem por aí
A aprovação do empréstimo pelo Ministério da Fazenda é o próximo passo crucial para a reestruturação dos Correios. A análise do Tesouro Nacional e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional será determinante para a efetivação do plano de recuperação da estatal, que busca reverter o cenário de prejuízos e garantir a sustentabilidade da empresa a longo prazo. O futuro dos Correios, portanto, está atrelado à aprovação e à implementação eficaz das medidas de reestruturação.
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