Brasília/DF – A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, trocaram acusações públicas através da rede social X, escalando a crise entre o Executivo e o Legislativo. A divergência surgiu após Alcolumbre acusar setores do governo de buscarem “ajustes fisiológicos” para resolver a crise, ao que Gleisi respondeu negando qualquer negociação de cargos ou emendas.
O Fisiologismo em Debate
A troca de farpas expõe uma crescente tensão em Brasília, com acusações de ambos os lados sobre tentativas de influência indevida. Alcolumbre, em nota, criticou a “falsa impressão” criada pelo Executivo, enquanto Gleisi rebateu, afirmando que o governo jamais rebaixaria a relação institucional com o Senado a “qualquer espécie de fisiologismo”. A ministra defendeu que a indicação e aprovação de ministros do STF, do procurador-geral da República e de diretores do Banco Central e agências reguladoras sempre ocorreu com transparência e respeito mútuo.
Vale destacar que a crise se intensificou após a veiculação de notícias sobre a suposta insatisfação de Alcolumbre com a indicação do Advogado-Geral da União (AGU), Jorge Messias, para o STF. As matérias sugeriam que o presidente do Senado estaria utilizando essa insatisfação para obter vantagens do governo. Alcolumbre, sem citar Messias, ressaltou a prerrogativa do Senado em aprovar ou rejeitar a indicação, defendendo o respeito entre os Poderes e o cumprimento de seus papéis constitucionais.
Entenda o Contexto
A disputa em torno da indicação para o STF é um ponto central da crise. O Senado agendou a sabatina de Jorge Messias para o dia 10 de dezembro, um prazo considerado curto por membros do governo, que veem a medida como uma tentativa de Alcolumbre de acelerar o processo e limitar a campanha de Messias pelos votos dos senadores. A definição do cronograma de votação, segundo Alcolumbre, é prerrogativa do Senado, e o prazo estipulado é coerente com indicações anteriores, evitando a protelação.
O que vem por aí
A tensão entre o Executivo e o Legislativo deve continuar nas próximas semanas, com a proximidade da sabatina de Jorge Messias e as negociações em torno da agenda legislativa. A maneira como essa crise será administrada terá um impacto significativo na governabilidade e na relação entre os Poderes.
Para mais informações, continue conectado no Portal Conectados.







