Cidade/UF: Brasília/DF – Débora Rodrigues, a cabeleireira conhecida como “Débora do Batom” após os atos de 8 de Janeiro, solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, permissão para sair da prisão domiciliar. O objetivo é realizar um tratamento odontológico em Paulínia (SP), considerado essencial para sua saúde bucal. A defesa argumenta a necessidade de avaliação e possível intervenção imediata devido à sua condição.
Urgência e Necessidade do Tratamento
O pedido, formalizado nesta quinta-feira (4/12), detalha que a ida à clínica no Jardim dos Calegaris, em Paulínia, é justificada pela urgência do tratamento odontológico. A defesa enfatiza que a saúde bucal de Débora exige atenção imediata, com avaliação e possível intervenção. Além disso, o documento ressalta que a impossibilidade de realizar o tratamento pode acarretar complicações mais sérias, impactando sua qualidade de vida enquanto cumpre a pena em regime domiciliar. Vale destacar que a cabeleireira está sendo monitorada por tornozeleira eletrônica, o que exige autorização judicial para qualquer deslocamento.
A repercussão do caso de Débora Rodrigues se intensificou após sua condenação a 14 anos de prisão por diversos crimes relacionados aos atos de 8 de Janeiro. Entre as acusações, destacam-se a abolição violenta do Estado Democrático de Direito, o golpe de Estado, o dano qualificado ao patrimônio público e tombado, a deterioração desse patrimônio e a associação criminosa armada. A frase “Perdeu, mané”, escrita com batom na estátua da Justiça em frente ao STF, tornou-se um símbolo da sua participação nos eventos.
Contexto e Saúde da Detenta
Recentemente, Débora Rodrigues precisou ser hospitalizada devido a uma infecção urinária, o que gerou um alerta no sistema de monitoramento. O relatório encaminhado ao STF indicou que ela violou a área de inclusão domiciliar ao se dirigir ao hospital. Essa ocorrência anterior adiciona uma camada de complexidade ao pedido atual, uma vez que qualquer desvio das regras de monitoramento pode ser interpretado como descumprimento das condições da prisão domiciliar. É importante lembrar que, em novembro do ano passado, Débora pediu perdão pelo ato de pichar a estátua, reconhecendo o valor financeiro e simbólico do patrimônio danificado.
O que vem por aí
Agora, caberá ao ministro Alexandre de Moraes analisar o pedido e decidir se autoriza a saída temporária de Débora Rodrigues para o tratamento odontológico. A decisão deverá levar em consideração a urgência da situação, os riscos de fuga e a necessidade de garantir a integridade do sistema de monitoramento eletrônico. O caso segue em acompanhamento pelo STF, e a expectativa é que a resposta seja dada nos próximos dias.
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