Brasília/DF – A defesa do general Augusto Heleno, condenado pelo STF, apresentou um documento sigiloso ao ministro Alexandre de Moraes, no qual afirma que o diagnóstico de Alzheimer do ex-ministro só foi concluído em janeiro de 2025. Contrariando informações anteriores, a defesa nega que a doença tenha se manifestado em 2018, período em que Heleno já ocupava o cargo de ministro do GSI no governo de Jair Bolsonaro.
A Cronologia Controvertida do Diagnóstico
A discordância sobre o momento em que a doença de Alzheimer se manifestou é o ponto central da defesa de Heleno. Enquanto o general havia informado aos médicos do Exército que sofria da demência desde 2018, a defesa agora alega que o diagnóstico só foi confirmado em janeiro de 2025. Essa mudança de narrativa levanta questionamentos sobre a validade das informações prestadas anteriormente e sua possível influência nas decisões judiciais.
No documento enviado ao STF, os advogados de Heleno foram enfáticos: “A defesa técnica reitera que, em nenhum momento, alegou que o requerente teria sido diagnosticado com a doença de Alzheimer em 2018. Assim, sendo, não há exames a colacionar referentes a tal doença entre os anos de 2018 e 2023. Os exames específicos foram realizados em 2024 e o diagnóstico fechado somente em janeiro de 2025”. A defesa busca, com essa argumentação, contestar a alegação de que Heleno já apresentava sinais da doença durante o exercício de seu cargo no GSI.
O Prazo de Moraes e o Parecer da PGR
Diante da controvérsia, o ministro Alexandre de Moraes concedeu um prazo de cinco dias para que a defesa apresentasse documentos que comprovassem o diagnóstico de Alzheimer. A decisão de Moraes foi tomada após a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar favoravelmente à prisão domiciliar para Heleno, considerando seu estado de saúde e idade avançada. Vale lembrar que Heleno, juntamente com outros réus, foi preso no dia 25 de novembro por ordem do Supremo, em decorrência de sua participação na trama golpista.
O que vem por aí
O desenrolar desse caso dependerá da análise dos documentos a serem apresentados pela defesa de Heleno. O STF avaliará se as evidências comprovam a gravidade do estado de saúde do general e se a prisão domiciliar é a medida mais adequada, considerando os crimes pelos quais ele foi condenado. A decisão final terá um impacto significativo no futuro de Heleno e nas discussões sobre a responsabilidade dos envolvidos na tentativa de golpe de Estado.
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