São Paulo/SP – O Secretário de Segurança Pública de São Paulo e deputado federal, Guilherme Derrite (PP-SP), rebateu as críticas ao seu relatório do PL Antifacção, aprovado na Câmara dos Deputados, afirmando encará-las como um elogio. Segundo Derrite, o projeto representa o anseio da sociedade por leis mais duras contra o crime organizado, contrastando com a visão do governo federal sobre a segurança pública. Aprovado em novembro, o PL endurece penas e altera a distribuição de recursos apreendidos.
“Bandido Coitadinho”? A Visão Polêmica de Derrite
Para Derrite, as críticas vêm de setores que minimizam a gravidade dos crimes e defendem uma abordagem mais branda em relação aos criminosos. Ele argumenta que a população está cansada da impunidade e clama por medidas mais rigorosas. “Quando eu vejo me criticarem aqueles que acham que bandido é coitadinho, que traficante é vítima, que é absurdo a polícia prender criminosos só porque estão roubando celulares para tomar uma cervejinha, para mim é um elogio”, declarou Derrite à revista Veja.
Além disso, Derrite expressou sua frustração com a inclusão de uma proposta de redução de pena no projeto original, sugerindo que essa medida demonstra a dificuldade da esquerda em lidar com a segurança pública. O deputado defende o endurecimento das punições como forma de combater a criminalidade e garantir a segurança da população.
O Que Muda com o PL Antifacção?
O PL Antifacção, aprovado pela Câmara, cria o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado, endurecendo penas, alterando a distribuição de recursos de bens apreendidos e criando novos tipos penais. Vale destacar que a versão aprovada foi proposta pelo próprio Derrite em substituição a proposta original do governo Lula, criando assim uma polarização ideológica.
O que vem por aí
Derrite pretende continuar defendendo o PL Antifacção e criticando a PEC da Segurança Pública, que considera excessivamente centralizadora. Ele também não descarta a possibilidade de deixar a Secretaria da Segurança Pública ainda este ano para se dedicar à sua atuação no Congresso e possivelmente disputar uma vaga no Senado em 2026. Ademais, Derrite manifestou sua defesa ao ex-presidente Bolsonaro, se colocando a disposição para batalhar por sua anistia.
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