Cidade/UF – O dólar abriu a quarta-feira em declínio frente ao real, seguindo a tendência de desvalorização da moeda americana em relação a outras divisas globais. Esse movimento é impulsionado pela crescente expectativa de que o futuro presidente do Federal Reserve (Fed) adotará uma postura mais “dovish”, ou seja, menos inclinada ao aperto monetário. Adicionalmente, a possibilidade de um novo corte de juros pelo Fed na próxima semana também contribui para a queda das cotações do dólar em nível mundial.
Mercado Reage a Possível Nomeação “Dovish” para o Fed
A influência das expectativas em torno do Federal Reserve no mercado cambial é inegável. A perspectiva de uma liderança mais flexível no banco central americano, sinalizada pelo termo “dovish”, tende a enfraquecer o dólar. Isso ocorre porque uma política monetária menos restritiva geralmente implica em juros mais baixos, o que, por sua vez, diminui o atrativo da moeda para investidores estrangeiros. Vale destacar que o mercado financeiro está particularmente sensível a esses sinais, ajustando suas posições de acordo com as projeções sobre as futuras decisões do Fed.
Além disso, a proximidade de uma possível nova redução nas taxas de juros pelo Fed intensifica a pressão de baixa sobre o dólar. No início da manhã, precisamente às 9h19, a moeda americana registrava uma queda de 0,22%, sendo cotada a R$ 5,3158 para venda. Na segunda-feira, o dólar à vista já havia encerrado o dia com uma desvalorização de 0,57%, atingindo R$ 5,3303. Esses números refletem a crescente aversão ao risco em relação ao dólar, impulsionada pelas expectativas em torno da política monetária americana.
Intervenção do Banco Central
Às 11h30, o Banco Central (BC) programou um leilão de 50.000 contratos de swap cambial, visando a rolagem do vencimento de 2 de janeiro. Essa operação demonstra a atuação do BC para mitigar a volatilidade do mercado de câmbio e garantir o bom funcionamento do sistema financeiro. A rolagem de contratos de swap cambial é uma ferramenta utilizada para administrar o fluxo de moeda estrangeira e evitar movimentos bruscos na cotação do dólar.
O que vem por aí
O mercado seguirá atento aos próximos desdobramentos em relação à política monetária do Federal Reserve, bem como aos indicadores econômicos que possam influenciar as decisões do banco central americano. A nomeação do novo presidente do Fed, conforme anunciado por Trump para o início de 2026, será um evento crucial para definir o rumo da política monetária e, consequentemente, impactar o mercado de câmbio global.
Para mais informações, continue conectado no Portal Conectados.







