Cidade/UF: Rif Damashq, Síria – Em uma demonstração de cooperação incomum, forças militares dos Estados Unidos e da Síria conduziram uma operação conjunta de quatro dias, entre 24 e 27 de novembro de 2025, resultando na destruição de 15 esconderijos de armas pertencentes ao Estado Islâmico. A ação, que ocorreu na província de Rif Damashq, no sul da Síria, representa um esforço significativo para conter a ressurgência do grupo extremista na região.
Aliança Inesperada Contra o Terror
A operação, detalhada em um comunicado do Centcom (Comando Central dos Estados Unidos) divulgado no domingo, envolveu uma combinação de ataques aéreos precisos e detonações terrestres coordenadas. Além disso, a inteligência utilizada na operação permitiu a identificação e neutralização eficaz de depósitos de armamentos cruciais para as atividades do Estado Islâmico na área. Vale destacar que a iniciativa demonstra uma mudança notável na dinâmica regional, unindo dois países que historicamente têm posições divergentes.
Segundo informações da Reuters, o principal objetivo da operação foi combater a presença persistente do grupo extremista que, apesar de ter sofrido perdas territoriais significativas nos últimos anos, tem demonstrado capacidade de se reorganizar e manter atividades na região. Os resultados da operação incluem a destruição de um vasto arsenal, compreendendo mais de 130 morteiros e foguetes, além de diversos fuzis de assalto, metralhadoras, minas antitanque e materiais utilizados na fabricação de dispositivos explosivos improvisados. O almirante Brad Cooper, comandante do Centcom, enfatizou que a operação conjunta visa garantir a durabilidade dos ganhos obtidos contra o Estado Islâmico.
Implicações Políticas e Econômicas
A operação militar ocorre em um contexto de aproximação entre os governos dos Estados Unidos e da Síria. O presidente dos EUA, Donald Trump, reiterou seu compromisso de apoiar o sucesso da Síria durante um encontro com o presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, em 10 de novembro, em Washington. É importante ressaltar que, anteriormente, o governo sírio já havia implementado operações preventivas em todo o país, visando desmantelar células adormecidas do Estado Islâmico, grupo que impôs um regime opressor sobre milhões de pessoas na Síria e no Iraque.
O que vem por aí
Embora o comunicado militar não forneça detalhes sobre possíveis baixas ou resistência por parte dos integrantes do Estado Islâmico, a operação conjunta representa um passo importante na luta contra o terrorismo na região. A continuidade da cooperação entre os Estados Unidos e a Síria, bem como o impacto a longo prazo das sanções econômicas impostas ao país, permanecem incertos. Os próximos meses serão cruciais para determinar se essa aliança estratégica se consolidará e quais serão os desdobramentos para a estabilidade da Síria e do Oriente Médio.
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