Cidade/UF – A Casa Branca lançou sua nova estratégia de segurança nacional, delineando uma abordagem renovada para o Hemisfério Ocidental. O documento, divulgado nesta sexta-feira, 5 de dezembro de 2025, reafirma a histórica Doutrina Monroe e introduz o chamado “Corolário Trump”, visando restaurar a preeminência dos EUA na região e conter a influência de potências externas.
Preeminência e Não-Intervenção Seletiva
A estratégia, disponível na íntegra em formato PDF, explicita que os Estados Unidos se empenharão em recuperar sua liderança no continente americano, opondo-se firmemente a qualquer tentativa de controle de ativos vitais por parte de outras nações. Vale destacar que o texto adota os princípios da “paz por meio da força” e da “predisposição à não-intervenção”. Contudo, essa postura é apresentada como flexível, com a ressalva de que poderá ser revista sempre que os interesses norte-americanos forem considerados ameaçados, permitindo assim ações estratégicas em defesa de seus objetivos.
O documento, que possui 33 páginas e norteará a política externa do segundo mandato de Donald Trump, estabelece cinco objetivos centrais para o Hemisfério Ocidental: promover a estabilidade regional para mitigar a migração em massa, intensificar a cooperação no combate ao crime organizado transnacional, impedir incursões estrangeiras consideradas hostis, proteger as cadeias críticas de suprimentos e garantir o acesso a pontos estratégicos de importância para os Estados Unidos. Além disso, a estratégia prevê a expansão das parcerias regionais através do apoio a governos e movimentos que se alinhem aos interesses norte-americanos, ao mesmo tempo em que busca desencorajar a cooperação de países latino-americanos com concorrentes globais.
Controle Migratório como Eixo de Segurança
O controle migratório é explicitamente definido como um pilar da segurança nacional. A estratégia defende a implementação de medidas rigorosas para conter os fluxos migratórios em massa, argumentando que esses fluxos exercem pressão sobre os recursos públicos, contribuem para o aumento da criminalidade e representam um risco para a coesão social. Essa visão justifica políticas de imigração mais restritivas e ações para deportar imigrantes em situação irregular.
O que vem por aí
Com a publicação desta estratégia, espera-se que os órgãos federais dos Estados Unidos ajustem suas ações para se alinharem às diretrizes estabelecidas. Medidas que já estavam em andamento, como a campanha de deportações, serão agora apresentadas como uma aplicação prática da nova visão de segurança nacional, consolidando uma abordagem mais assertiva e intervencionista na política externa americana.
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