Geladeiras: Selo de eficiência Energética Muda para Economizar Luz

Cidade/UF – A partir de 2026, o selo de eficiência energética para geladeiras e freezers no Brasil passará por uma significativa reformulação. A iniciativa, resultado de um amplo debate entre o Inmetro e a Eletros, visa simplificar a classificação, reduzir o consumo de energia e, consequentemente, diminuir o valor da conta de luz para os consumidores brasileiros. A mudança, que faz parte de um projeto de longo prazo, busca alinhar o país aos padrões internacionais de eficiência.

Por que a mudança no selo de eficiência é necessária?

A atual classificação, que varia de A+++ a C, será simplificada para apenas três níveis: A, B e C. Essa alteração busca tornar a informação mais clara e objetiva para o consumidor, facilitando a escolha de produtos mais eficientes. Além disso, a iniciativa visa impulsionar a indústria nacional a desenvolver tecnologias mais avançadas, capazes de reduzir o consumo de energia e minimizar o impacto ambiental.

Vale destacar que a mudança está alinhada com as práticas internacionais, especialmente as da União Europeia, que já adotou uma classificação mais rigorosa. Segundo o Inmetro, o Brasil estava defasado em relação a esses padrões, o que motivou a revisão da metodologia de classificação. A meta é que, até 2030, as geladeiras vendidas no país atinjam níveis de eficiência energética comparáveis aos da União Europeia.

Impacto no Bolso e no Meio Ambiente

A longo prazo, a mudança nos selos de eficiência energética deve trazer benefícios tanto para o bolso do consumidor quanto para o meio ambiente. Produtos com melhor classificação, embora possam ter um custo inicial mais elevado, tendem a consumir menos energia, resultando em economia na conta de luz ao longo do tempo. Além disso, a redução do consumo de energia contribui para a diminuição da emissão de gases de efeito estufa, auxiliando na preservação do meio ambiente.

O que vem por aí

A partir de 2026, a classificação dos selos será consolidada, com os produtos A+++ e A++ passando a ser classificados como A, os produtos A+ e A como B, e os produtos B como C. As categorias D e E deixarão de existir. Em 2030, haverá uma nova reclassificação, buscando aproximar ainda mais o Brasil dos padrões europeus, com as etiquetas A e B representando os produtos mais eficientes e a etiqueta C os menos eficientes (equivalentes ao A++ ou A+ de 2025).

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