São Paulo/SP – Quatro governadores de direita, nomes cotados para a disputa presidencial de 2026, já se posicionaram contrários à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Ratinho Jr. (PSD-PR), Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (União Brasil-GO) sinalizaram que concederiam anistia ao ex-presidente, caso eleitos, mesmo após sua condenação por tramar um golpe de Estado, levantando um debate acalorado sobre o futuro político do país.
Um aceno à base bolsonarista?
A manifestação dos governadores ocorre após o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, oficializar a condenação definitiva de Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão pela tentativa de golpe. A situação do ex-presidente se agravou após a violação de sua tornozeleira eletrônica, resultando em sua prisão preventiva na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Em meio a esse cenário, a promessa de anistia por parte dos governadores soa como uma estratégia para angariar o apoio da base bolsonarista, que se mantém fiel ao ex-presidente e demonstra forte descontentamento com as decisões do STF.
Vale destacar que, em junho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) já havia declarado que seu pai só apoiaria um candidato que concedesse um indulto a ele e que lutasse por isso no STF, se necessário. A declaração de Flávio, somada ao posicionamento dos governadores, indica que a questão da anistia a Bolsonaro será um tema central nas eleições de 2026. Além disso, a recente implicação de Flávio em situações que levaram à prisão de Bolsonaro, como a convocação de uma vigília em frente ao condomínio onde o ex-presidente cumpria prisão domiciliar, pode ter enfraquecido sua imagem como possível sucessor do pai na corrida presidencial, abrindo espaço para outros nomes da direita.
O peso da anistia no debate político
A concessão de anistia a Bolsonaro é um tema complexo e controverso, que envolve questões jurídicas, políticas e éticas. A anistia é um perdão legal concedido pelo Estado a pessoas que cometeram determinados crimes, extinguindo a punibilidade desses atos. No caso de Bolsonaro, a anistia significaria o fim de sua condenação e a possibilidade de que ele retorne à vida política. Para os defensores da anistia, como os governadores Tarcísio de Freitas e Ronaldo Caiado, a medida seria necessária para pacificar o país e superar as divisões políticas. Já os críticos da anistia argumentam que ela representaria um incentivo à impunidade e um desrespeito às instituições democráticas.
O que vem por aí
O debate sobre a anistia a Bolsonaro promete ser um dos temas mais quentes da política brasileira nos próximos anos. A decisão de conceder ou não a anistia caberá ao Congresso Nacional, que poderá aprovar um projeto de lei nesse sentido. No entanto, a medida enfrenta forte resistência por parte de setores da esquerda e de juristas, que consideram a anistia inconstitucional e prejudicial à democracia. Resta aguardar os próximos capítulos dessa história, que certamente terá um impacto significativo no futuro político do Brasil.
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