Governo Federal Detalha Contenção de R$ 7,7 Bilhões no Orçamento de 2025
Brasília/DF – O governo federal anunciou, na última sexta-feira (28/11), o detalhamento da contenção de despesas no Orçamento de 2025, totalizando R$ 7,7 bilhões. A medida, que envolve bloqueios e contingenciamentos, é uma das estratégias para assegurar o cumprimento da meta fiscal estabelecida no novo arcabouço fiscal. O relatório detalha o impacto em despesas discricionárias e obrigatórias, além de emendas parlamentares.
Entenda os Cortes e seus Impactos
A contenção de gastos anunciada pelo governo federal representa um esforço para manter o equilíbrio fiscal em 2025. Do total de R$ 7,7 bilhões, R$ 4,4 bilhões foram bloqueados, afetando diretamente o fluxo de recursos para diversas áreas. Além disso, R$ 3,3 bilhões foram contingenciados, o que significa que esses valores ficam temporariamente indisponíveis, podendo ser liberados caso a arrecadação melhore. Vale destacar que essa medida é crucial para alcançar a meta de déficit zero, um dos principais objetivos do arcabouço fiscal, a nova regra para o controle de gastos públicos.
Os cortes atingiram tanto despesas discricionárias, que são aquelas em que o governo tem maior liberdade para alocar recursos, como infraestrutura, saúde e educação, quanto despesas obrigatórias, que são fixadas por lei ou pela Constituição, como pagamento de pessoal e benefícios previdenciários. Ao todo, foram contingenciados R$ 2,6 bilhões de emendas parlamentares e R$ 5 bilhões do Poder Executivo. O governo também informou que, do bloqueio anterior de R$ 8,3 bilhões, não houve liberação de recursos para nenhum órgão do Executivo, mas R$ 149,3 milhões foram liberados para emendas parlamentares. No entanto, o Ministério das Cidades teve uma contenção de R$ 1,2 bilhões, recursos que serão remanejados para outras áreas.
O Que Significam Bloqueio e Contingenciamento?
Embora os termos sejam frequentemente usados como sinônimos, bloqueio e contingenciamento possuem significados distintos no contexto orçamentário. O contingenciamento está relacionado à receita, ocorrendo quando a arrecadação não é suficiente para cumprir a meta de resultado primário, que é a diferença entre receitas e despesas, excluindo os juros da dívida. Já o bloqueio está ligado às despesas, sendo necessário quando as despesas obrigatórias aumentam, exigindo cortes em outros programas e áreas. Em resumo, o contingenciamento visa ajustar as despesas à receita esperada, enquanto o bloqueio busca equilibrar as despesas em si.
O que vem por aí
Os órgãos do governo terão até o dia 1º de dezembro para indicar as programações que serão efetivamente bloqueadas ou contingenciadas. Em relação às emendas parlamentares, o processo de distribuição da contenção seguirá regras e prazos próprios, podendo haver ajustes conforme a priorização do Poder Legislativo. O acompanhamento dessas definições será crucial para entender o impacto real das medidas em diferentes setores e programas governamentais.
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