Grupo Fit Acusado de Fraudar R$ 350 Milhões em Impostos
São Paulo/SP – O Grupo Fit, anteriormente conhecido como Refit, está sob acusação de fraudar R$ 350 milhões por mês em impostos no estado de São Paulo, conforme declarações do governador Tarcísio de Freitas. A empresa, liderada pelo empresário Ricardo Magro, é apontada como a maior devedora de ICMS do estado e uma das maiores do país, acumulando uma dívida ativa de R$ 9,6 bilhões. A operação Poço de Lobato, deflagrada nesta quinta-feira, mira desarticular um esquema de sonegação fiscal que pode ter causado prejuízos de mais de R$ 26 bilhões aos cofres públicos.
O tamanho do rombo e suas implicações
Segundo o governador Tarcísio de Freitas, o valor mensal supostamente fraudado pelo Grupo Fit seria suficiente para a construção de um hospital público de médio porte a cada mês. Para ilustrar a dimensão do prejuízo, o governador comparou a fraude ao custo de hospitais como os de Franca, Cruzeiro e Itapetininga, que contam com cerca de 250 leitos e tiveram um custo aproximado de R$ 320 milhões, incluindo obras e equipamentos. Além disso, o montante também equivaleria à construção de vinte escolas por mês, considerando um custo de R$ 18 milhões por unidade com 12 a 15 salas de aula. Essa comparação visa demonstrar o impacto direto da suposta fraude nos serviços públicos essenciais.
A operação Poço de Lobato, que cumpre mandados de busca e apreensão contra 190 alvos ligados ao Grupo Fit, busca desarticular um esquema de fraude no recolhimento de impostos em cinco estados, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Maranhão, além do Distrito Federal. A ação, que envolve mais de 600 agentes públicos, é uma ação conjunta do CIRA/SP (Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de São Paulo) com a Receita Federal, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, além das polícias Civil e Militar. As investigações apontam para crimes contra a ordem econômica e tributária, como lavagem de dinheiro e outras infrações. Em resposta, medidas legais determinaram o bloqueio de mais de R$ 10 bilhões contra os integrantes do grupo econômico.
O que dizem as investigações
As investigações da Sefaz/SP revelaram que empresas ligadas ao Grupo Refit se colocavam como intermediárias para evitar o pagamento do ICMS devido ao Estado. As irregularidades envolveriam repetidas infrações fiscais, uso de empresas ligadas entre si e simulação de vendas interestaduais de combustíveis. Mesmo com a aplicação de diferentes Regimes Especiais de Ofício, o grupo teria continuado a fraudar o sistema. A Receita Federal identificou 17 fundos ligados ao grupo, que somam patrimônio líquido de R$ 8 bilhões, muitos deles com um único cotista e camadas de empresas para dificultar o rastreamento dos recursos.
O que vem por aí
A operação Poço de Lobato continua em andamento, com o objetivo de aprofundar as investigações e responsabilizar os envolvidos no esquema de fraude fiscal. As autoridades buscam identificar todos os bens e ativos do grupo para garantir o ressarcimento dos prejuízos causados aos cofres públicos. O caso serve de alerta para a necessidade de fortalecer a fiscalização e o combate à sonegação de impostos, a fim de garantir a justiça fiscal e o financiamento dos serviços públicos essenciais.
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