João Pessoa/PB – O corpo de Gerson de Melo Machado, de 19 anos, vítima fatal de um ataque de leoa no zoológico da capital paraibana, foi sepultado nesta segunda-feira, 1º de dezembro, em uma cerimônia marcada pela ausência e pela dor. Apenas a mãe, Maria da Penha Machado, e uma prima compareceram ao Cemitério do Cristo para se despedir do jovem, cuja vida foi interrompida de forma trágica. O caso expõe as fragilidades na rede de proteção social e o impacto do transtorno mental não tratado.
Um Adeus Silencioso
O enterro discreto contrastou com a repercussão do caso, que chocou a cidade e levantou questionamentos sobre a segurança no zoológico e o acompanhamento de pessoas com vulnerabilidades. A ausência de amigos e familiares, além de representantes das autoridades, sublinhou a trajetória solitária de Gerson, marcada por dificuldades e falta de amparo. Além disso, a necessidade de reconhecimento do corpo pela mãe no Instituto Médico Legal (IML) adicionou um peso ainda maior ao momento.
Vale destacar que Maria da Penha Machado enfrenta um quadro de esquizofrenia e havia perdido o poder familiar há mais de uma década. Essa situação, somada às sucessivas falhas na rede de proteção social, contribuiu para a vulnerabilidade de Gerson. Segundo informações apuradas, o jovem não recebia tratamento adequado para seu transtorno mental, o que pode ter influenciado em suas decisões e atitudes. A tragédia serve como um alerta para a importância de fortalecer as políticas públicas de saúde mental e assistência social.
O Sistema Falhou?
O caso de Gerson de Melo Machado levanta uma série de questionamentos sobre a eficácia do sistema de proteção social. Como um jovem em situação de vulnerabilidade conseguiu invadir uma área restrita de um zoológico? Que tipo de acompanhamento ele recebia? E, principalmente, o que pode ser feito para evitar que outras tragédias como essa aconteçam? A resposta a essas perguntas exige uma análise profunda e um compromisso renovado com a garantia dos direitos das pessoas em situação de risco.
O que vem por aí
As investigações sobre o caso continuam, com o objetivo de apurar as responsabilidades e identificar possíveis falhas na segurança do zoológico. Além disso, a repercussão do caso deve impulsionar um debate sobre a necessidade de aprimorar as políticas públicas de saúde mental e assistência social, com foco na prevenção e no acompanhamento de pessoas em situação de vulnerabilidade. A expectativa é que a tragédia sirva como um catalisador para mudanças significativas na forma como a sociedade lida com a questão da saúde mental e da proteção social.
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