Santiago/CL – A mais recente pesquisa da AtlasIntel aponta para uma possível vitória de José António Kast (direita) no segundo turno das eleições presidenciais chilenas, marcado para 14 de dezembro. O levantamento revela uma vantagem de 21,9 pontos percentuais sobre Jeannette Jara (esquerda), indicando um cenário de polarização intensa e decisão incerta.
Uma disputa definida nos detalhes
O estudo da AtlasIntel, realizado entre 22 e 27 de novembro com mais de 9 mil entrevistados, mostra Kast com 56,9% das intenções de voto contra 35,0% de Jara. Essa diferença, embora expressiva, não garante um resultado definitivo, considerando a margem de erro de 1 ponto percentual. Vale destacar que a análise dos votos válidos amplia a vantagem de Kast para 61,9%, enquanto Jara alcança 38,1%.
Além disso, a pesquisa revela uma divisão geracional no eleitorado. Jeannette Jara demonstra maior apoio entre os jovens de 18 a 24 anos, com 48,0% das preferências, enquanto Kast lidera com 46,3% nessa faixa etária. A vantagem de Kast nas pesquisas reflete, em parte, a dificuldade do atual presidente, Gabriel Boric, em cumprir promessas de campanha, como a reforma da Constituição, um tema sensível na política chilena.
O peso da história e as propostas em jogo
As eleições chilenas carregam um simbolismo histórico importante, marcadas pela busca por um novo capítulo após o período da ditadura de Augusto Pinochet. Os candidatos apresentam visões distintas para o futuro do país. Kast, conhecido por suas posições conservadoras, foca na segurança pública e no controle da imigração, propondo medidas como o fechamento de fronteiras e a criminalização da migração irregular. Jara, por sua vez, defende um aumento do salário mínimo, o impulso ao emprego e a exploração de lítio, buscando fortalecer a economia e reduzir as desigualdades sociais.
O que vem por aí
Com o segundo turno se aproximando, o debate entre os candidatos promete ser acalorado, explorando temas como a reforma da previdência, a saúde, a educação e o combate à corrupção. A decisão final estará nas mãos dos eleitores chilenos, que definirão o rumo do país nos próximos quatro anos.
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