Cidade/UF: Recife/PE – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visita Pernambuco na próxima terça-feira, 2 de outubro, para inaugurar obras hídricas cruciais para o estado. A viagem ocorre em um momento de efervescência política, com diversas figuras de peso disputando espaço na corrida pelo Senado em 2026, o que exigirá do presidente uma delicada articulação para definir os rumos do partido no estado.
O Palco Político Pernambucano
A base de apoio do presidente Lula em Pernambuco, estado que lhe concedeu expressivos 66,9% dos votos em 2022, ferve com pelo menos quatro nomes de destaque almejando uma das duas vagas ao Senado no próximo ano. O atual senador Humberto Costa (PT), a ex-deputada Marília Arraes (Solidariedade), o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos), e a ex-deputada estadual Jô Cavalcanti (PSol) são os principais nomes que se apresentam, cada um buscando o apoio do presidente para solidificar suas chances. Além disso, uma série de pré-candidatos de partidos de centro, que mantêm uma relação cordial com Lula, também se articulam nos bastidores. Entre eles, destacam-se o atual senador Fernando Dueire (MDB), o ex-senador Armando Monteiro (Podemos) e o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (União). A escolha de Lula, portanto, terá um impacto significativo no cenário político local.
Vale destacar que um elemento crucial na definição das candidaturas será a influência do prefeito do Recife, João Campos (PSB). O filho do ex-governador Eduardo Campos, que buscará o governo de Pernambuco com o apoio de Lula, pode privilegiar um aliado próximo, o que nem sempre significa que será o nome preferido do presidente. A relação entre Lula e João Campos, portanto, será determinante nas futuras composições políticas do estado. A ida de Lula ao estado também ocorre em meio a uma disputa nos bastidores pelo controle do Banco do Nordeste, que se encontra sem presidente desde a saída do ex-governador Paulo Câmara, em outubro. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), busca emplacar um aliado no comando da instituição, o que adiciona ainda mais um ingrediente à complexa conjuntura política pernambucana.
O Legado Hídrico
A agenda oficial de Lula em Pernambuco se concentra na entrega da Barragem Panelas II, localizada no município de Cupira, uma iniciativa inserida no programa Caminho das Águas. Esse programa ambicioso visa levar água do Rio São Francisco a regiões secas e semiáridas do Nordeste, combatendo a escassez hídrica e promovendo o desenvolvimento regional. Adicionalmente, o presidente anunciará a retomada das obras da Barragem Igarapeba, situada em São Benedito do Sul, obras que integram o sistema de segurança hídrica da Zona da Mata Sul de Pernambuco, como parte do sistema integrado de controle e regularização de cheias dos rios Una e Sirinhaém. De acordo com o Palácio do Planalto, o complexo de barragens tem como objetivo primordial amortecer picos de vazão, proteger áreas urbanas vulneráveis e assegurar a regularização hídrica para o consumo humano e uso produtivo regional.
O que vem por aí
A visita de Lula a Pernambuco, portanto, transcende a mera entrega de obras hídricas. Ela representa um momento crucial para a articulação política no estado, com diversas forças em busca do apoio presidencial para as eleições de 2026. A forma como Lula conduzirá essas negociações definirá o futuro do PT e seus aliados em Pernambuco, moldando o cenário político para os próximos anos.
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