Música Nacional Brilha nas Rádios do Brasil em 2025
O Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) acaba de divulgar o levantamento das músicas mais tocadas nas rádios brasileiras ao longo de 2025, revelando um cenário musical dinâmico e repleto de particularidades regionais. Comemorando o Dia Mundial do Rádio, celebrado em 13 de fevereiro, o estudo aponta para uma predominância vibrante da música nacional, especialmente nas regiões Centro-Oeste, Nordeste e Sul. No entanto, um toque internacional marcou as paradas do Norte e Sudeste, onde sucessos globais conquistaram as primeiras posições, evidenciando a riqueza sonora que ecoa pelas ondas do rádio em nosso país.
Panorama Regional: O Som Que Conquistou o Coração do Brasil
O relatório detalhado do Ecad desvenda um mapa musical fascinante. No Centro-Oeste, a emoção de “Na Linha do Tempo”, da icônica dupla Victor e Léo, foi a grande campeã, marcando a força do sertanejo e da MPB na região. Já o Nordeste vibrou ao som de “Raridade”, o inspirador hino gospel de Anderson Freire, compartilhando espaço com lendas como Roberto Carlos e a modernidade de Xamã. Vale destacar a peculiaridade do Sul do país, que consagrou “Do Fundo da Grota”, de Baitaca, como a mais executada, sublinhando a inegável potência da música regional e suas raízes culturais.
Por outro lado, as regiões Norte e Sudeste mostraram uma inclinação maior para os sucessos internacionais. A contagiante “Happy”, de Pharrell Williams, foi a canção que mais ressoou nas rádios dessas localidades. No Sudeste, o pódio se completou com outros hits globais como “Shape of You”, de Ed Sheeran, e “Get Lucky”, da colaboração entre Daft Punk, Pharrell Williams e Nile Rodgers, demonstrando a diversidade de gêneros e idiomas que embalam os ouvintes dessas regiões cosmopolitas. Embora as músicas internacionais liderassem, composições nacionais também garantiram seu espaço de destaque nos rankings regionais, reforçando a pluralidade do rádio brasileiro.
A Essência do Rádio e a Valorização do Artista
A superintendente executiva do Ecad, Isabel Amorim, enfatizou a importância duradoura do rádio como um veículo vital para a música. “Esse levantamento do ano passado mostra como o rádio segue como um veículo importante e um espaço plural e representativo da música que circula no país”, afirmou. Além disso, ela ressaltou que “esse equilíbrio regional também reforça a importância do rádio como vitrine para compositores e artistas, além de destacar o papel do licenciamento musical para garantir que quem cria as canções seja remunerado de forma justa”. O estudo considerou apenas as emissoras adimplentes com os direitos autorais, assegurando a remuneração de compositores, editores, intérpretes, músicos e produtores fonográficos, fortalecendo toda a cadeia produtiva musical.
O Que o Futuro Reserva para as Ondas Sonoras
Os dados de 2025 reforçam a capacidade do rádio de se reinventar e continuar sendo uma fonte essencial para a descoberta de novas músicas e a celebração de clássicos atemporais. A diversidade evidenciada no ranking do Ecad não apenas reflete o gosto musical do público, mas também serve como um termômetro cultural, impulsionando a carreira de inúmeros artistas e garantindo que a riqueza da nossa produção musical chegue a todos os cantos do Brasil. É a prova de que o rádio, com sua magia e acessibilidade, permanece um parceiro indispensável na jornada sonora de milhões de brasileiros.
Para mais informações, continue conectado no Portal Conectados.








