Cidade/Genebra, Suíça – A Organização das Nações Unidas (ONU) expressou profunda preocupação e choque em relação ao assassinato de dois palestinos em Jenin, na Cisjordânia ocupada, por forças de segurança israelenses. O porta-voz do escritório de direitos humanos da ONU, Jeremy Laurence, classificou o incidente como uma “execução sumária”, referindo-se a mortes que ocorrem sem o devido processo legal, levantando sérias questões sobre o respeito aos direitos humanos na região e gerando um debate acalorado sobre as ações das forças israelenses em território palestino.
O Que Aconteceu em Jenin?
Segundo relatos e imagens da TV palestina, os dois homens foram mortos a tiros após saírem de um prédio, aparentando estar desarmados e em processo de rendição. A polícia de fronteira israelense é apontada como responsável pelo ato, que gerou indignação e pedidos por uma investigação transparente e imparcial. A ONU enfatiza a necessidade de apurar as circunstâncias que levaram a essas mortes e garantir que os responsáveis sejam responsabilizados por suas ações, em um momento de crescente tensão e violência na região.
O Exército e a polícia israelenses informaram que já iniciaram uma investigação sobre o ocorrido, buscando esclarecer os fatos e determinar se houve alguma violação dos protocolos de segurança. Em um comunicado conjunto, as autoridades israelenses alegaram que os dois homens eram afiliados a uma “rede terrorista” atuante na área de Jenin, porém não forneceram detalhes sobre as acusações ou evidências que comprovassem tal ligação. A falta de informações concretas levanta questionamentos sobre a justificativa para o uso de força letal e a transparência do processo investigativo.
Reação Inflamada e Investigação em Andamento
A declaração do Ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, gerou ainda mais controvérsia. Ben-Gvir, que detém a responsabilidade pela Polícia de Fronteira na Cisjordânia ocupada desde 2022, expressou “apoio total” aos militares e à unidade policial envolvida no tiroteio, afirmando que “terroristas devem morrer!”. O porta-voz da ONU, Jeremy Laurence, classificou o comentário como “abominável”, evidenciando a divergência de opiniões e a polarização em torno do caso. A investigação em curso busca determinar se a ação policial foi proporcional e se respeitou os padrões internacionais de direitos humanos, em um contexto de crescente preocupação com a escalada da violência na Cisjordânia.
O que vem por aí
A ONU aguarda os resultados da investigação israelense e reforça a importância de que ela seja conduzida de forma transparente e imparcial. A organização reafirma seu compromisso com a promoção dos direitos humanos e a busca por uma solução pacífica e justa para o conflito israelo-palestino, em um momento de extrema fragilidade e incerteza na região. O desenrolar deste caso terá um impacto significativo nas relações entre Israel e a comunidade internacional, bem como na busca por uma paz duradoura na região.
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