Rio das Ostras/RJ – Uma operação da força-tarefa Malha Fina resultou na apreensão de impressionantes 14,5 toneladas de produtos com fortes indícios de falsificação, em Rio das Ostras, na Região dos Lagos. A ação, deflagrada nesta quinta-feira, culminou na interdição de um espaço que funcionava como uma fábrica clandestina, responsável pela produção ilegal de artigos de diversas marcas renomadas, tanto nacionais quanto internacionais. A investigação teve início a partir de denúncias enviadas ao Procon Municipal de Rio das Ostras, dando o pontapé inicial para a operação.
Como a fraude foi descoberta?
Após o recebimento das denúncias, equipes da SEDCON (Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor) e do Procon-RJ iniciaram um monitoramento intensivo de uma loja suspeita, que comercializava produtos de marcas como Puma, Kenner, Lacoste, Nike, Adidas, Louis Vuitton, Flamengo, Hugo Boss e Gucci. A análise minuciosa dos artigos revelou fortes indícios de falsificação, o que motivou a deflagração da operação. Vale destacar que a ação integrada entre os órgãos de defesa do consumidor foi crucial para o sucesso da apreensão e a identificação da fábrica clandestina.
Durante a operação, os agentes constataram que, no mesmo endereço da loja, funcionava uma estrutura completa para a produção das peças falsificadas. O local foi imediatamente interditado, e o responsável foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos. Entre o material apreendido, destacam-se 2,7 toneladas de produtos relacionados ao Clube de Regatas do Flamengo, evidenciando a abrangência da falsificação. Representantes oficiais das marcas envolvidas analisaram o material apreendido e confirmaram a falsificação, corroborando as suspeitas iniciais.
Qual o impacto da pirataria no Brasil?
De acordo com dados alarmantes do Fórum Nacional Contra a Pirataria, práticas como pirataria, contrabando e falsificação causaram um prejuízo estimado em meio trilhão de reais ao país somente em 2024. Os setores de vestuário e bebidas alcoólicas são particularmente afetados por essas atividades ilícitas, gerando impactos negativos na economia e na arrecadação de impostos. Além disso, a compra de produtos falsificados pode representar riscos à saúde e à segurança dos consumidores, devido à falta de controle de qualidade e à utilização de materiais inadequados.
O que vem por aí
A Operação Malha Fina, que integra o conjunto de atividades de fiscalização do Governo do Estado voltadas ao combate ao comércio irregular, demonstra o compromisso das autoridades em combater a pirataria e proteger os direitos dos consumidores. Os órgãos envolvidos reforçam a orientação para que os consumidores evitem adquirir produtos de procedência desconhecida, buscando sempre estabelecimentos confiáveis e produtos originais, a fim de evitar prejuízos financeiros e riscos à saúde. A investigação continua para identificar outros envolvidos na produção e distribuição dos produtos falsificados.
Para mais informações, continue conectado no Portal Conectados.








