Pará Combate Infiltração Criminal no Transporte Clandestino
Belém/PA – Uma operação da Polícia Civil desmantelou um esquema de corrupção no sistema de transporte clandestino do Pará, resultando na prisão de dez pessoas, incluindo policiais militares e um agente da Força Aérea Brasileira. A ação, denominada “Passe Livre”, expôs a influência do crime organizado e levou ao bloqueio de mais de R$ 22 milhões, evidenciando um duro golpe contra a lavagem de dinheiro e a extorsão.
O Impacto da Operação “Passe Livre”
A operação, conduzida pela Delegacia de Repressão às Facções Criminosas (DRFC), representa um marco no combate à criminalidade organizada no estado. As investigações, que se iniciaram em 2023 após denúncias de extorsão, revelaram a complexa rede de atuação de uma cooperativa de transporte irregular ligada a uma facção criminosa. A autorização judicial permitiu a execução de mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em diversos municípios do Pará, além de ações simultâneas no Rio de Janeiro e no Mato Grosso. Além disso, a apreensão de veículos, motocicletas e celulares, somada ao bloqueio de contas bancárias, visa desarticular a estrutura financeira da organização.
Vale destacar a declaração do secretário de Segurança Pública do Pará, Ualame Machado, que enfatizou a importância de “cortar na carne” para depurar as instituições. Segundo ele, a prisão de servidores públicos envolvidos em crimes é um golpe duro, mas necessário para garantir a integridade do serviço público e a segurança da população. As investigações apontam para crimes de lavagem de dinheiro, extorsão, corrupção ativa e passiva, além de participação em organização criminosa, com penas severas previstas para os envolvidos.
Consequências e Próximos Passos
A operação “Passe Livre” demonstra o compromisso das autoridades em combater o crime organizado em todas as suas formas. A prisão de servidores públicos envolvidos em esquemas de corrupção serve de alerta para a necessidade de fortalecer os mecanismos de controle interno e garantir a transparência na gestão pública. O bloqueio de R$ 22 milhões representa um duro golpe nas finanças da organização criminosa, dificultando a continuidade de suas atividades ilegais.
O que vem por aí
As investigações continuam em andamento para identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar a análise financeira dos grupos criminosos. A Polícia Civil busca rastrear o destino do dinheiro desviado e identificar outros bens adquiridos com recursos ilícitos. A expectativa é que a operação “Passe Livre” sirva de exemplo para outras ações de combate à criminalidade organizada em todo o país.
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