Rio de Janeiro/RJ – A presidente da Petrobras anunciou, nesta sexta-feira, que a estatal espera estender o nível máximo de extração de petróleo de 2032 para 2034, detalhando o novo plano de investimentos da companhia. A projeção, que considera a entrada de novas unidades de produção e o desempenho dos campos do pré-sal, também prevê uma produção máxima oscilando entre 2,6 milhões e 2,7 milhões de barris por dia (bpd) após o pico ser alcançado. O anúncio acompanha a divulgação do Plano de Negócios 2026–2030, que já indicava a expectativa de atingir 2,7 milhões de bpd em 2028.
Por que essa mudança na projeção?
De acordo com a executiva, a nova projeção reflete uma combinação estratégica de fatores, que incluem a progressiva entrada em operação de novas unidades de produção, o consistente desempenho demonstrado pelos campos do pré-sal e a maior previsibilidade proporcionada pelo novo e robusto ciclo de investimentos. Essa combinação de elementos permite à Petrobras vislumbrar um horizonte de produção estável e otimizado, consolidando sua posição como uma das principais produtoras de petróleo em nível global.
Além disso, o plano estratégico, que conta com o respaldo do Conselho de Administração da petroleira, aloca um montante de US$ 109 bilhões em investimentos para os próximos cinco anos. Vale destacar que, embora esse valor represente uma ligeira redução de 1,8% em relação aos US$ 111 bilhões do plano anterior (2025-2029), a companhia demonstra um claro compromisso em manter o foco na exploração de petróleo e gás – área que historicamente tem se mostrado a mais lucrativa para a estatal –, sem negligenciar a crescente importância da transição energética. Nesse contexto, a Petrobras busca equilibrar a sua atuação, expandindo suas ações voltadas para fontes de energia mais limpas e sustentáveis.
O futuro do pré-sal e os investimentos
O pré-sal continua a ser o foco central dos investimentos da Petrobras. A estatal planeja a implantação de 8 novos FPSOs (unidades flutuantes de produção, armazenamento e transferência) até 2030 e a conclusão de 11 plataformas no campo de Búzios até 2027. A empresa também busca manter o custo de extração abaixo de US$ 6 por barril, um dos menores do setor, e alcançar uma produção de 3,4 milhões de boe (barris de óleo equivalente)/dia entre 2028 e 2029.
O que vem por aí
O plano também inclui o aumento da capacidade de refino de 1,8 milhão para 2,1 milhões de barris por dia até 2030, a modernização de unidades e a ampliação da produção de combustíveis mais limpos. Há ainda metas ambiciosas para combustíveis renováveis, como SAF (combustível sustentável de aviação) e diesel renovável, além de projetos de captura e armazenamento de carbono. As projeções do novo plano, somadas ao aumento da alavancagem e à expectativa menor de dividendos, geraram reações no mercado financeiro, com as ações da Petrobras sofrendo pressão. No entanto, a empresa segue confiante em sua capacidade de gerar valor e contribuir para o desenvolvimento do país.
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