Sete Lagoas/MG – A última sexta-feira marcou o registro do primeiro tremor de terra de 2026 na região, com o Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP) confirmando um abalo sísmico de 3.0 graus na Escala Richter (mR). O incidente, que ocorreu na última sexta-feira (30), foi claramente sentido pelos moradores da região sul da cidade, gerando atenção e discussões sobre a frequência de tais eventos no município mineiro.
Frequência Sísmica Preocupa Moradores
O tremor de 3.0 mR, embora classificado como de baixa a moderada intensidade, é suficiente para ser percebido por pessoas em repouso, causar leve vibração em objetos e até mesmo pequenos sustos, dependendo da proximidade do epicentro e das características do solo. A confirmação oficial pela USP reforça a seriedade do evento, que, apesar de não causar grandes danos estruturais, indica uma atividade geológica constante na área. Moradores relataram ter sentido o solo tremer e ouviram ruídos, especialmente na porção sul de Sete Lagoas, local onde a percepção costuma ser mais acentuada em eventos anteriores. Vale destacar que tremores dessa magnitude, no Brasil, são frequentemente relacionados a reajustes de falhas geológicas antigas.
Este episódio recente insere-se em um contexto de atividade sísmica mais ampla observada em Sete Lagoas. A cidade tem sido palco de eventos semelhantes com certa regularidade nos últimos anos, o que eleva a preocupação local. Para ilustrar a recorrência, o último registro significativo antes deste ocorreu em 4 de novembro de 2025, quando um tremor de 2.6 mR foi detectado, gerando também relatos de percepção local. Adicionalmente, dados do Centro de Sismologia da USP revelam que, desde o ano de 2020, o município já contabiliza aproximadamente 40 tremores de terra. Essa frequência sugere uma dinâmica geológica particular na região, que, embora distante de grandes placas tectônicas, pode estar sujeita a falhas geológicas menores ou movimentações intraplaca que causam esses abalos de menor magnitude.
Entenda a Sismologia Local e Como Agir
Para os moradores de Sete Lagoas e arredores, é fundamental compreender que o Brasil, embora não esteja na junção de grandes placas tectônicas, experimenta tremores de terra devido a ajustes geológicos internos, como a reativação de antigas falhas. Em caso de novos tremores, a orientação é manter a calma, proteger-se sob móveis resistentes ou em cantos de paredes, e afastar-se de janelas e objetos que possam cair. O Centro de Sismologia da USP é a fonte oficial para informações e monitoramento, e relatar percepções de abalos pode contribuir para os estudos e o mapeamento da atividade sísmica local. Mantenha-se informado através de canais de notícias confiáveis e siga as diretrizes da Defesa Civil, que pode oferecer orientações específicas para a região.
O que vem por aí
Diante da persistente atividade sísmica, espera-se que o monitoramento por parte de instituições como o Centro de Sismologia da USP seja intensificado em Sete Lagoas. Pesquisadores continuarão a analisar os dados coletados, buscando padrões e compreendendo melhor as causas desses eventos recorrentes. A colaboração entre a comunidade científica e as autoridades locais é crucial para desenvolver estratégias de informação e, se necessário, de mitigação de riscos, embora tremores dessa magnitude raramente representem perigo imediato para a população ou para grandes estruturas. A população deve permanecer atenta aos comunicados oficiais e buscar fontes fidedignas para esclarecer dúvidas sobre os fenômenos.
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