São Paulo/SP – Renan Santos, presidente do MBL e pré-candidato à Presidência pelo partido Missão, causou polêmica ao defender a “desfavelização” como um dos principais pilares de sua campanha para as eleições de 2026. A declaração foi dada durante o 1º Festival do MBL, realizado neste sábado em São Paulo, onde o político detalhou seus planos para a segurança pública e a reestruturação das áreas mais carentes do país. Santos propõe um investimento massivo e medidas drásticas para combater o crime organizado.
A Polêmica Proposta de Desfavelização
A proposta de “desfavelização” de Renan Santos gerou debates acalorados. Segundo ele, a erradicação das favelas é essencial para o desenvolvimento do país, argumentando que “nenhum lugar sério no mundo tem favela” e criticando a tolerância com o tráfico de drogas. Para o pré-candidato, o problema das favelas é uma questão de ordem e segurança, e sua solução envolve medidas enérgicas por parte do Estado.
Santos detalhou que o partido Missão pretende realizar uma reforma fiscal para viabilizar um investimento entre R$ 70.000 e R$ 90.000 em cada moradia a ser “desfavelizada”. O plano inclui a contratação de construtoras internacionais para a construção rápida de edifícios com “identidade”, substituindo as moradias precárias. Além disso, o político expressou admiração pelo modelo de encarceramento em massa implementado em El Salvador pelo presidente Nayib Bukele, defendendo uma “guerra contra o crime organizado e a eliminação das facções criminosas no Brasil”. Vale destacar que o pré-candidato argumenta que a população apoia medidas mais rigorosas contra a criminalidade: “as pessoas querem encarceramento em massa. Se tem muita gente cometendo crime, você não está conseguindo prender o suficiente”.
O MBL e a Segurança Pública
A segurança pública é um dos pilares da campanha do partido Missão para 2026. A legenda defende a expansão do policiamento e o uso da força para combater o tráfico de drogas. O presidente do MBL elogiou a megaoperação realizada no Rio de Janeiro, nos complexos da Penha e do Alemão, que resultou em um alto número de mortos. Santos afirmou que, se eleito, usaria o Estado de Defesa para realizar “incursões dentro de residências pela polícia porque os traficantes tomam a casa das pessoas e se escondem ali”. O plano prevê operações simultâneas em diversas cidades, como Fortaleza, Recife e Paraisópolis (em São Paulo).
O que vem por aí
A proposta de “desfavelização” e as políticas de segurança defendidas por Renan Santos prometem gerar ainda mais debates e controvérsias ao longo da campanha eleitoral de 2026. A discussão sobre o futuro das favelas e o combate ao crime organizado no Brasil certamente serão temas centrais nos próximos meses.
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