Sete Lagoas/MG – André Felipe Amaral da Cunha, de 35 anos, acusado de assassinar o empresário Paulo Henrique Gonçalves Pereira, de 25 anos, em um posto de combustíveis em Funilândia, enfrentará o júri popular. A decisão foi proferida após a pronúncia do réu, que responderá por homicídio qualificado por motivo fútil e utilização de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. O crime, que chocou a cidade em junho deste ano, teve como confesso o próprio André Felipe, que permanece preso preventivamente e pode ser condenado a até 30 anos de reclusão.
Um crime com requintes de premeditação
A juíza Elise Silveira dos Santos, da 3ª Vara Criminal e do Tribunal do Júri da Comarca de Sete Lagoas, fundamentou sua decisão na robustez das provas materiais e nos interrogatórios colhidos durante a investigação. Vale destacar que a magistrada considerou crucial o fato de o réu ter agido motivado pela suspeita de um envolvimento amoroso entre a vítima e sua ex-esposa. Além disso, a premeditação do ataque, ocorrido enquanto Paulo Henrique abastecia seu veículo, impossibilitando qualquer reação defensiva, pesou na decisão de levá-lo a julgamento.
Durante seu interrogatório, André Felipe admitiu ter cometido o crime em um momento de fragilidade emocional, alegando estar depressivo e com ciúmes da ex-companheira, com quem manteve um relacionamento de oito anos. O réu chegou a mencionar que suspeitava de um possível caso entre a ex-esposa e o empresário, baseando-se em supostas trocas de mensagens no ano anterior. Em seu depoimento, André Felipe expressou o medo de ser “envergonhado na cidade” por conta da suposta traição, chegando a procurar a ex-sogra para pedir que sua filha deixasse Funilândia. A mãe da ex-companheira, por sua vez, descreveu o réu como um “bom marido e bom pai”, ressaltando seu estado depressivo, que o teria mantido recluso por dois meses. Ela também relatou que André havia expressado a intenção de “arrancar a cabeça de Paulo Henrique” caso a relação fosse confirmada.
Relembre o caso
O crime ocorreu em 26 de maio, quando André Felipe surpreendeu Paulo Henrique em um posto de combustíveis em Funilândia. A vítima havia parado para abastecer após preparar marmitas em seu restaurante. Imagens de câmeras de segurança mostraram a brutalidade do ataque, com André Felipe efetuando diversos disparos contra o empresário. Após o crime, o réu permaneceu foragido por cerca de três semanas, até ser localizado na casa de seu irmão, também em Funilândia.
O que vem por aí
Com a decisão de pronúncia, o processo segue para a fase de preparação do júri popular. A defesa de André Felipe ainda pode recorrer da decisão, mas, caso a pronúncia seja mantida, será definida a data do julgamento. A expectativa é de que o caso mobilize a comunidade local e atraia grande atenção da mídia, dada a repercussão do crime e o clamor por justiça.
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