Belo Horizonte/MG – Marcus Salum, coordenador do grupo de gestão do América, abordou nesta quinta-feira (12/2) a possibilidade de instalação de gramado sintético no Estádio Independência, uma discussão crescente na modernização de arenas esportivas. O dirigente destacou, contudo, a ausência de fundamentos econômicos concretos para tal investimento, enfatizando que, embora a transição seja uma tendência de mercado para viabilizar shows e outros eventos, o aporte financeiro necessário ainda está distante da realidade atual do clube mineiro.
Viabilidade Financeira Freia Modernização do Independência
A ideia de converter o gramado natural do Independência para um sistema sintético tem sido pautada pela modernização das arenas brasileiras, muitas das quais buscam maximizar o uso de seus espaços para além do futebol. Salum tratou o tema com um pragmatismo notável, classificando a hipótese como um plano ainda sem lastro. Para ele, a teoria de se ter um gramado sintético para shows e eventos é atraente e uma boa prática para gerar renda, algo crucial para a sustentabilidade dos clubes, mas a prática esbarra na falta de recursos.
O gestor do América foi incisivo ao questionar a origem dos investimentos. “O Independência com gramado sintético é uma ilação. Vamos fazer um gramado sintético no Independência para ter show? Todo mundo faz isso para ter show. Mas onde está o dinheiro, quem vai investir, como vai ser feito? Falar é fácil”, pontuou Salum. Vale destacar que, como exemplo de um investimento robusto, o Atlético-MG aplicou aproximadamente R$ 13 milhões para implementar a grama sintética na Arena MRV, com obras iniciadas em dezembro de 2024 e a previsão de estreia do novo gramado para maio de 2025. Tal montante exemplifica a dimensão do aporte financeiro necessário, que hoje não está disponível para o América.
Os Custos Operacionais e a Realidade da Arrecadação
Além da questão do investimento inicial, a análise de Salum se estendeu aos custos fixos de manutenção das operações do América no Horto. Ele sublinhou que a realização de cada partida oficial impõe um peso financeiro considerável aos cofres do clube, exigindo que qualquer investimento de grande porte esteja diretamente atrelado a um aumento substancial da arrecadação. “Porque o América paga R$ 50 mil, no mínimo, por jogo”, revelou o dirigente, complementando: “Se eu tivesse R$ 10 milhões de receita ano de torcida, o América estava sobrando”. Essa comparação ilustra o desafio de equilibrar o desejo de modernização com a sustentabilidade financeira do dia a dia, mesmo agradecendo a fidelidade dos torcedores.
Perspectivas Futuras e o Equilíbrio Necessário
Diante do cenário exposto por Marcus Salum, fica claro que a implementação de gramado sintético no Independência, embora vista como uma tendência benéfica para a geração de receita, permanece como um objetivo de longo prazo, condicionado à obtenção de um aporte financeiro significativo. No momento, o foco do América continua sendo a gestão responsável dos recursos e a busca pela otimização das receitas existentes, garantindo a sustentabilidade operacional sem comprometer a saúde financeira do clube. Não há planos concretos para tal mudança no curto prazo.
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