Brasília/DF – O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, elevou o tom contra o governo Lula durante audiência na Câmara dos Deputados, questionando a eficácia das políticas de segurança e criticando a PEC da Segurança. Tarcísio defendeu a extinção de ministérios em favor de um Ministério da Segurança Pública forte e criticou a gestão petista no combate ao crime organizado, gerando debates acalorados e expectativas sobre o futuro da segurança no país.
A Crítica à Gestão da Segurança Pública Federal
Tarcísio de Freitas não poupou críticas à administração federal, argumentando que a reação do governo Lula ao tema da segurança pública foi tardia e motivada por alertas de perda de popularidade. Segundo o governador, o país “esperou três anos” por propostas federais que, em sua visão, não atendem às necessidades urgentes da população. Ele ressaltou que, enquanto São Paulo implementou ações eficazes, como o enfrentamento à Cracolândia, o governo federal demorou a apresentar um projeto consistente.
Além disso, Tarcísio questionou o crescimento das facções criminosas PCC e Comando Vermelho, indagando sobre o período em que essas organizações se expandiram e ganharam força em todo o Brasil. Ele ainda rebateu a narrativa de que o governo federal estaria focado em combater a corrupção no “andar de cima”, mencionando escândalos como as fraudes no INSS e outras operações que, segundo ele, foram sabotadas pela base governista no Legislativo.
Propostas e Ações em São Paulo
O governador destacou a atuação de seu ex-secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, no projeto de lei (PL) antifacção. Segundo Tarcísio, o dispositivo incorporou 11 novos tipos penais e considerou o impacto social do crime organizado, que atua como grupo terrorista ao dominar territórios e impor regras à população. Vale destacar que essa ação demonstra o esforço do governo de São Paulo em endurecer as leis contra o crime organizado e proteger a sociedade.
O que vem por aí
Com a apresentação do relatório da PEC da Segurança Pública pelo deputado Mendonça Filho, o debate sobre o tema se intensifica no Congresso Nacional. A expectativa é que a comissão aprimore o texto enviado pelo governo federal, buscando uma versão mais robusta e eficaz. Além disso, a discussão sobre a maioridade penal e a prisão perpétua devem ganhar destaque nas próximas semanas, com o objetivo de endurecer as penas e combater a criminalidade no país.
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