Brasília/DF – O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) acionou o sinal de alerta em relação ao empréstimo de R$ 20 bilhões aprovado para os Correios. A medida busca uma análise minuciosa da viabilidade econômica da operação, que é parte fundamental do plano de reestruturação da estatal. O questionamento central reside nas taxas de juros potencialmente elevadas, que podem chegar a alarmantes 136%.
Por que o MP está preocupado?
O subprocurador-geral Lucas Furtado, responsável pelo pedido de fiscalização, expressou preocupação com as condições financeiras do contrato. A principal ressalva está relacionada às taxas de juros, consideradas excessivas, especialmente em uma operação que conta com a garantia soberana da União. Em tese, essa garantia deveria reduzir o risco para as instituições financeiras e, consequentemente, o custo do empréstimo.
Vale destacar que o plano estratégico dos Correios prevê a captação do montante em duas fases: R$ 10 bilhões liberados de imediato e o restante a partir de 2026. A intenção é proporcionar um fôlego financeiro à estatal até 2027, permitindo a implementação de um novo modelo de negócios e o alcance de um crescimento estratégico. Além disso, a operação de crédito vem em um momento delicado, com a empresa buscando se reestruturar em um mercado cada vez mais competitivo.
Qual o tamanho do problema?
Atualmente, os Correios acumulam um prejuízo estimado em R$ 4 bilhões e enfrentam desafios para manter sua competitividade no setor de logística, intensificados pelo crescimento de empresas privadas de e-commerce. Essa situação levanta dúvidas sobre a capacidade da estatal de honrar o compromisso financeiro do empréstimo sem comprometer ainda mais as finanças públicas.
O que vem por aí
O TCU agora deverá analisar o processo e tomar uma decisão sobre a continuidade da operação ou a imposição de restrições à captação dos recursos. A análise do Tribunal de Contas será crucial para determinar se o empréstimo bilionário é uma medida viável e sustentável para a reestruturação dos Correios, ou se representa um risco adicional para os cofres públicos.
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