União Europeia mira fim da dependência do gás russo até 2027

Bruxelas/Bélgica – A Comissão Europeia e o Parlamento Europeu chegaram a um acordo provisório ambicioso: zerar as importações de gás russo até novembro de 2027. A medida, que visa romper a forte dependência energética da UE em relação à Rússia, representa um marco significativo na política energética europeia e um golpe estratégico para o governo de Vladimir Putin. A proposta agora aguarda aprovação formal, mas já sinaliza uma nova era na segurança energética do continente.

Um plano de ação detalhado

O acordo prevê a eliminação das importações de GNL (gás natural liquefeito) da Rússia até o final de 2026, seguida pela interrupção do fornecimento de gás por gasodutos até setembro de 2027. Essa abordagem faseada busca garantir uma transição suave e evitar interrupções no abastecimento energético dos países membros. Além disso, o texto abre uma exceção, permitindo que Estados-Membros estendam o prazo até outubro de 2027 caso seus níveis de armazenamento de gás estejam abaixo do exigido, demonstrando uma preocupação com a flexibilidade e as necessidades específicas de cada nação.

Vale destacar que os países do bloco deverão apresentar planos nacionais de diversificação até 1º de março de 2026, detalhando as medidas que serão implementadas para compensar a ausência do gás russo. A transparência é outro ponto crucial do acordo: os Estados-Membros deverão informar a Comissão Europeia sobre quaisquer contratos de fornecimento de gás russo que ainda estejam em vigor. Para evitar brechas e garantir a efetividade da proibição, a UE implementará mecanismos de monitoramento robustos e promoverá a cooperação e o compartilhamento de informações entre as autoridades competentes.

Impacto e Implicações

A redução da dependência do gás russo já é uma realidade. Desde o início da guerra na Ucrânia, as importações russas caíram de 45% do total para 13% no primeiro semestre de 2025. No caso do petróleo, a queda foi ainda mais expressiva, de 27% no início de 2022 para apenas 2% atualmente. Essa mudança drástica demonstra a capacidade da UE de se adaptar e encontrar alternativas energéticas.

O que vem por aí

A União Europeia planeja apresentar uma proposta legislativa no início do próximo ano para eliminar as importações de petróleo russo até o final de 2027. O futuro energético da Europa se desenha com base na diversificação de fornecedores, no investimento em energias renováveis e na busca por maior autonomia estratégica. A era da dependência energética da Rússia está chegando ao fim, marcando um novo capítulo na história da União Europeia.

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